És um militante e defensor dos direitos dos animais. Com tantos problemas na sociedade, vai sobrar tempo para defender as pessoas? É ISSO MESMO, CANDIDATO?!

O Portal Martin Behrend participa da campanha eleitoral de Novo Hamburgo. Até a véspera da eleição municipal, em 2 de outubro, estará sendo publicado o espaço “É ISSO MESMO, CANDIDATO?!”. As questões estão sendo enviadas por e-mail, WhatsApp e/ou pelo Facebook do candidato ou de sua coordenação de campanha. A resposta deve ser enviada em até 48 horas (dois dias) para o Portal Martin Behrend. A comunidade também pode enviar sugestões de pauta, que serão avaliadas pelo Portal Martin Behrend. O e-mail é mbehrend@uol.com.br.

A pergunta é para o candidato a vereador em Novo Hamburgo Leandro Mello (REDE):

És um militante da causa
animal e defensor dos direitos dos animais. Faz um trabalho voluntario
reconhecido na comunidade. Com tantos problemas na sociedade afetando homens,
mulheres, crianças e aposentados, vai sobrar algum tempo para defender a
população ou os cachorros, gatos e cavalos são a prioridade? É ISSO MESMO,
CANDIDATO?!

“Crianças ou
cachorros, o que é
prioridade? Talvez essa visão, esse tipo de questionamento,
representa a grave
crise que vivemos no país. A crise de caráter, senso comum e,
principalmente, de
solidariedade e fraternidade na forma de pensar e agir. Por
que se defendemos
algo, obrigatoriamente temos que ser contra alguém ou alguma
coisa? Não! Não
existe mais espaço para esse tipo de mentalidade pequena,
egoísta e excludente,
a não ser para aquelas pessoas que pouco ou nada fazem, que
para não sair da
zona de conforto, com pensamentos como esse, julgam àqueles
que se levantam e
se dispõem a dar voz ao silêncio dos inocentes e daqueles que
mais sofrem com a
crise ética e moral que vivemos hoje, no mundo e no país, onde
o bem material
se sobrepões aos valores e a solidariedade humana.

Tenho uma
trajetória de dez
anos de militância no combate ao desrespeito e desumanidade no
trato com os
animais da nossa cidade, e nessa longa, árdua e por vezes
solitária caminhada,
sempre busquei equilibrar o meu esforço com o auxílio aos
seres humanos menos
afortunados, sejam às crianças e pessoas idosas abandonadas
pelos seres
humanos, onde levamos os cães para relembrá-los de um olhar
puro e uma doação
gratuita de carinho, respeito e honesta gratidão. Também
levamos esses animais
ao encontro das pessoas que se encontram em situação de doença
terminal, por
vezes também abandonadas nos hospitais da nossa cidade, onde
os animais possam
levar um fio de bons sentimentos num momento delicado de
solidão, dor e, por
vezes, desesperança. Se as pessoas são capazes de abandonar os
próprios
parentes, imagine, Sr. Jornalista, o quão maior é, em
quantidade, a frieza e
esse abandono com os animais?

Disponho-me, como representante
de uma causa, se
eleito for, a atuar no exercício do mandato legislativo e
fiscalizar sem trégua
o setor executivo municipal, para que execute as políticas
públicas proclamadas
no plano de governo e, soberanamente, livre e
democraticamente, eleitas pelo
voto da população, independentemente do partido, pois depois
de eleito é o
prefeito ou prefeita da cidade e de todos os cidadãos. Em
especial acompanharei
as demandas voltadas à saúde, educação, inclusão social e,
principalmente, ao
combate aos maus tratos de animais, buscando no exercício da
função legislativa
propor uma legislação mais rigorosa, que combata e puna
verdadeiramente os maus
tratos e traga mais dignidade na relação ser humano x animais,
seja voltada a
proteção dos cavalos, que trabalham em regime de escravidão,
seja ao combate do
descontrolado comércio de animais domésticos, o qual
repudiamos e não mediremos
esforços em regulamentar e combater na nossa cidade. Sr.
Jornalista, como profissional formador de
opinião, peço-te que nos auxilie no combate a essa mentalidade
excludente, onde
a defesa de um direito signifique obrigatoriamente a exclusão
de outro.

Defendemos o equilíbrio da relação entre as pessoas e os
animais, talvez numa
ousadia e petulância ideológica de alcançando esse desejo, por
meio da
implementação de legislações mais rigorosas e um poder público
menos omisso e
mais atuante, quem sabe, e talvez só quem sabe, alcançar o
equilíbrio da
relação entre as pessoas e as próprias pessoas. Defendo,
humildemente e
dediquei uma boa parte da vida, por àqueles que não tem voz.
Se defendo quem
não tem voz, como poderia ausentar-me da obrigação moral e
pessoal de defender
àqueles que mesmo com voz, tanto sofrem pela ausência do setor
público e pelo
vazio de sentimento de algumas pessoas? As vozes que se
levantam contra quem
defende os direitos dos animais, são em grande
maioria
as vozes que escondem o silêncio do conformismo
e a frustração do
egoísmo, pois alimentam o vazio daqueles que pouco ou nada
fazem por
ninguém!!!!!

Cansei de lutar no voluntariado e esperar uma
representação
secundária de quem se elege e depois não se compromete com os
temas da causa,
por isso depois de muito conversar com as pessoas que comigo
caminham e compartilham
dessa angústia ao longo desses anos, dispus-me a encarar esse
desafio, que
felizmente é compartilhado por outros candidatos, que
legitimamente também se
colocam como vozes que representarão, se eleitos forem, o
direito dos animais
na nobre câmara de vereadores, os quais desejo muito sucesso,
pois quanto maior
for a nossa representação no legislativo, maior será nossa
condição de mudar
essa realidade. Agradeço-te pelo espaço e pela oportunidade de
me manifestar.
Muito Obrigado!”

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