Empresário Flávio Rocha é o quinto pré-candidato à presidência da República a falar na ACI

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo
Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV) recebeu, nesta sexta-feira
(15), um quinto pré-candidato à presidência da República – a eleição é em
outubro deste ano. O espaço está aberto a todos os partidos que tenham uma
pré-candidatura definida. O Portal Martin Behrend está acompanhando os
encontros agendados. A estreia, em 6 de abril, foi com o deputado federal Jair
Bolsonaro (PSL); depois, vieram João Amoêdo (Novo); o senador Alvaro Dias
(Podemos); e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Dono de um dos maiores conglomerados empresarias do país –
Riachuelo –, Flávio Rocha (PRB) tomou a decisão de ser candidato há poucos meses. Em relação
aos quatro encontros anteriores, esse foi o que menos público atraiu à sede da
ACI – inclusive, as cadeiras da parte final do auditório não foram colocadas.

Também chamou a atenção, sempre na comparação com os
pré-candidatos que já passaram, a falta de números e informações técnicas n explanação do convidado.
Bastante motivado e trazendo um discurso afinado de valorização dos empreendedores responsáveis pela geração de empregos, ele quase não citou propostas, projetos e valores que deverá
aplicar, caso seja eleito. Na hora das perguntas do público, teve alguns escorregões e vacilos.

Fundado como o braço político da Igreja Universal do
Reino de Deus, o Partido Republicano Brasileiro (PRB) foi a escolha de
Flávio Rocha – embora, na sua apresentação, ele não tenha sido abordado sobre
essa questão.

Confira
a seguir algumas manifestações de Rocha:

Reforma Tributária – É uma de suas prioridades de governo.
Fala em Revolução Tributária, com um salto tecnológico. Destaca a necessidade
de modernizar e atualizar o sistema de recolhimento e fiscalização de tributos,
considerado por ele arcaico e nada ágil.

Livre mercado – Acredita que permitir o livre mercado é uma
das soluções para o país. Desburocratizar para crescer.

Reduzir tamanho do Estado – Pretende levar adiante a Reforma
Previdenciária. Milhões de trabalhadores brasileiros precisam sustentar uma minoria
de funcionários públicos, com regalias e altas aposentadorias. É favorável ao
redimensionamento do Estado – usou para ilustrar essa situação a expressão “bigorna
no pescoço”.

Privatização – É favorável à privatização ou desativação de
dezenas de estatais. Pretende implantar um programa agressivo de privatização.

Esquerda ou direita? – Destacou que o Brasil vive um
conflito entre um iceberg de esquerda e um iceberg de direita. Destacou que
nenhum radicalismo é positivo para o Brasil, com rupturas e atritos que
praticamente ninguém se beneficia. Fez críticas a partidos da esquerda e também
ao autoritarismo do deputado federal Jair Bolsonaro.

Voto eletrônico – e não impresso – Disse que foi um revés,
mas não desanima. Acredita que a tecnologia veio para trazer mais eficiência e
transparência. Colocará dezenas de fiscais pelo país para acompanhar as
apurações dos votos nas urnas eletrônicas.

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