ATUALIZAÇÃO – 13h15
A coligação da prefeita Fátima Daudt (PSDB), logo após a publicação da matéria, entrou em contato com a reportagem. O e-mail com a resposta estava pronto, mas houve algum problema técnico. Ao final da matéria foi inserida a resposta com o e-mail enviado. Segundo a coligação, houve um problema técnico no envio da resposta.
O Portal Martin Behrend participa da campanha eleitoral de Novo Hamburgo de 2020.
Até a véspera da eleição municipal – o dia da votação é 15 de novembro – estará sendo publicado o espaço “É ISSO MESMO, CANDIDATO?!”.
As questões estão sendo enviadas por e-mail, WhatsApp e/ou pelo Facebook do candidato ou de sua coordenação de campanha. A resposta deve ser enviada em até 48 horas (dois dias) para o Portal Martin Behrend. De forma democrática, o candidato pode optar em não responder ao questionamento. É um direito. O espaço é oferecido de forma democrática.
A comunidade também pode enviar sugestões de pauta, que serão avaliadas pelo Portal Martin Behrend. O e-mail é mbehrend@uol.com.br.
A questão de hoje foi enviada por um leitor do Portal: Amauri H. F. Foi mantida a redação original do leitor:
“Deixo como sugestão de pauta para os candidatos a prefeito de Novo Hamburgo a pauta sobre a situação dos pacientes oncológicos em nossa cidade. Sabemos que os recursos vindos do Ministério da Saúde são insuficientes para atender a demanda de pacientes (este problema é histórico, desde a gestão do ex-prefeito Lauermann). Como cada candidato pretende resolver esta problemática?”
ESCLARECIMENTO
A questão foi enviada aos três candidatos que tiveram interesse e participaram da Sabatina do Portal Martin Behrend: Tarcísio Zimmermann (PT), Fátima Daudt (PSDB) e Patrícia Beck (PP). Na Sabatina foram abordadas questões da saúde.
TARCÍSIO ZIMMERMANN (PT)
O SUS preconiza a responsabilidade compartilhada na prestação e no financiamento dos serviços da saúde entre a União, Estado e Municípios. Aos municípios é atribuído o financiamento da atenção básica, enquanto a União e Estado são responsáveis pela média e alta complexidade. Então, legalmente a responsabilidade de financiar os serviços de oncologia é da União e do Estado e isso precisa ser exigido por parte dos municípios.
Em Novo Hamburgo, graças aos esforços iniciados no meu governo, temos uma participação significativa do Estado e da União no financiamento à saúde. Em 2009, essa participação era de menos de 15 milhões anuais e, ao final dos governos liderados pelo meu partido, já ultrapassava R$ 75 milhões anuais. O atual governo é que descuidou de avançar nesse financiamento, muito porque a gestão da saúde é amadora e desconhecedora dos mecanismos de funcionamento do SUS.
Vamos ter uma equipe capacitada na gestão e faremos novamente um processo de negociação dos valores repassados pela União e o Estado. E estaremos associados à pressão política sobre a União e o Estado para que ampliem os recursos no âmbito do SUS.
Mas, enquanto não alcançamos estes objetivos, não deixaremos pacientes em filas de espera intermináveis. Vou criar imediatamente um Comitê Técnico de análise dos casos urgentes sem atendimento e, se necessário, o município vai comprar procedimentos para rapidamente reduzir a angústia e o sofrimento de pacientes que estão há anos aguardando exames, consultas ou cirurgias de urgência.
PATRÍCIA BECK (PP)
Desde o meu primeiro mandato na Câmara Municipal, me ocupei acerca das questões relacionadas a saúde pública da nossa cidade. Entendo que este é, talvez, o ponto mais frágil da administração hamburguense na última década, busquei conhecimento técnico junto a profissionais da área, profundo estudo das legislações e diretrizes do Ministério da Saúde e em curso superior. Receber tantas demandas no meu gabinete, de pessoas que não tiveram a garantia do seu direito cumprida, me fez querer lutar cada vez mais por cada cidadão.
Dentre todos os problemas da nossa saúde pública, a oncologia talvez seja aquele que mais dói nas pessoas. Durante muitas décadas, o câncer era visto como uma doença sem qualquer prognóstico positivo. O diagnóstico, na maioria das vezes, era uma sentença de morte. O avanço da ciência, da tecnologia e da Medicina, de maneira geral, trouxeram novas e melhores possibilidades de tratamento para estes pacientes. Sabemos que o diagnóstico precoce e, consequentemente, o início imediato do tratamento são fundamentais e possibilitam qualidade e perspectiva de anos de vida à essas pessoas. Infelizmente, nossa cidade não trabalha com essa lógica. Tratamos a doença e não a prevenção da mesma.
Os últimos governos municipais apagam incêndios na saúde pública. Com isso, a conta a pagar é alta demais, seja na compra de medicamentos, na contratação de profissionais, compra de leitos, de procedimentos cirúrgicos, etc. O orçamento da saúde é tripartite. Ou seja, o dinheiro para a área vem dos governos Federal, Estadual e Municipal. Na oncologia, não é diferente. Entretanto, assistimos na prática a falta de gestão e de humanidade em relação a essa questão. Em vários momentos, acompanhei situações de pacientes que não tiveram a garantia de atendimento dentro do prazo legal, conforme sinaliza a Lei 12.732/2012, que preconiza que “o paciente com câncer tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que fora assinado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrado em prontuário único”.
Os nossos pacientes oncológicos são tratados dentro do Hospital Regina através de contrato firmado com a Secretária de Saúde (SMS). Os recursos enviados pelo Ministério da Saúde realmente não dão conta da demanda de pacientes que vem crescendo ao longo dos anos. Por isso, a SMS complementava com um valor/mês esses atendimentos e, mesmo com esse adicional, não conseguimos dar conta de atender a todos. Sabemos que essa contrapartida por parte do município não existe mais e, com isso, nossas filas seguem grandes e a incerteza do início de tratamento é uma grande preocupação dos pacientes e de seus familiares.
O meu compromisso é com as pessoas. É com a vida das pessoas. A prioridade do meu governo é garantir a cada cidadão hamburguense que seus direitos batem à porta, assim como os seus deveres batem. Ao invés de gastar fortunas em publicidade, consultorias que não apresentam resultados práticos, mão-de-obra excessiva e desqualificada, utilizaremos estes recursos na saúde das pessoas. porque entendo que a saúde é o grande fio condutor para o desenvolvimento social da cidade, visto que sem garantia de saúde, ficamos limitados e fragilizados. Por uma cidade de respeito, vote 11.
FÁTIMA DAUDT (PSDB)
Infelizmente, o problema do atendimento e tratamento de pacientes com câncer é histórico em todo o País. É importante que se diga que a responsabilidade pelo financiamento dos procedimentos de alta complexidade, como o câncer, é exclusivamente da União. Em 2018, em articulação feita pela nossa Secretaria de Saúde, conseguimos repactuar valores com o governo federal. Nosso pleito era de R$ 5 milhões, mas obtemos R$ 1.470.000,00 a mais por ano.
Além de todo este trabalho para conseguir este recurso a mais em 2018, nossa gestão também complementa com mais R$ 90 mil todos os meses com recursos próprios para gerar mais acessos a pacientes oncológicos. Neste período, também protocolamos diversas emendas parlamentares de deputados e senadores, que foram revertidas em atendimentos extras dentro da oncologia, com mutirões e outros procedimentos que a administração fez. Além disso, em novas articulações, nossa gestão também trouxe para o Hospital Centenário de São Leopoldo os atendimentos em radioterapia, melhorando a qualidade de vida desses pacientes, que não precisam mais se deslocar até Porto Alegre.
Em caso de vitória para um segundo mandato, nossa
proposta é ampliar ainda mais este atendimento. Com a construção do
Anexo 2 do Hospital Municipal, que aumentará muito a estrutura física do
Hospital Municipal e que está sendo possível graças à mobilização da
nossa gestão para não perder os recursos desta obra, inclusive com
emenda de nosso deputado Lucas Redecker, temos como meta fazer um
ambulatório de oncologia dentro do hospital. Embora o Hospital Municipal
não tenha habilitação federal para tratar pacientes com câncer, este
ambulatório irá aumentar nossa capacidade de diagóstico e também
melhorar a avaliação dos pacientes para que a fila já estabelecida pelos
profissionais médicos possa ser uma fila mais eficiente pois vai
reverter em um atendimento mais rápido.
OBSERVAÇÃO: Abaixo está o e-mail enviado pela coligação do PSDB e que por algum motivo técnico só chegou alguns minutos após o prazo limite.
