E o candidato vencedor do debate na Universidade Feevale foi…

…Vieira da Cunha (PDT). O deputado federal partiu para o ataque, se comprometeu com as pautas das associações do Sinos e Paranhana, trouxe números para embasar suas convicções e arrancou aplausos entusiasmados da plateia. Soube mexer com o emocional dos presentes ao lembrar que é sobrinho de Liberato Salzano Vieira da Cunha – que dá nome oficial a popular Fundação Liberato. Colocou a educação como “prioridade das prioridades”. Nota 8.

Ana Amélia Lemos (PP) – Foi bem treinada e mostrou interesse pela região. Estava com discurso na ponta da língua. Usou palavras emblemáticas em Novo Hamburgo e região – Fenac, Canudos, Santo Afonso, Capital Nacional do Calçado, entre outras. Como lidera as pesquisas, não avançou muito o sinal e, com isso, não se comprometeu com muitas propostas.

Derrapou quando falou da importância da “imigração italiana” no Vale do Sinos. Nota 7

Tarso Genro (PT) – Passou boa parte do tempo pressionado pelos adversários. Mesmo assim, mostrou números positivos no seu governo na segurança, saúde e educação. Só que era constantemente confrontado com outros números bem ruins do seu governo. Cometeu falha infantil ao perguntar para Humberto Carvalho (PCB) sobre a segurança em São Paulo. Levou um contra-ataque certeiro. Nota 6

Humberto Carvalho (PCB) – Tem posição: é comunista e contra o capitalismo. Isso ajuda o eleitor a identificar sua linha de atuação. Bem diferente dos “comunistas” do PCdoB, que flertam e curtem as virtudes do capitalismo. Só que tem dificuldade de articular pensamentos e fala, fala, fala sem ser objetivo. Ponto alto foi quando respondeu a Tarso Genro que não interessava debater a segurança em São Paulo. Nota 6.

José Ivo Sartori (PMDB) – Seu mundo é Caxias do Sul. Tudo é Caxias. Está na defensiva. Parece ter a sombra de um PMDB dividido incomodando. Tanto é que destacou duas ou três vezes que Marina Silva (PSB) será presidente do Brasil – deixando claro que não apoia o colega de partido, Michel Temer (PMDB), candidato a vice de Dilma Rousseff (PT). Nota 5

João Carlos Rodrigues (PMN) – Não apresentou propostas. Falou de forma evasiva. No momento que tinha para perguntar e debater algum tema relevante, dedicou seu tempo para colocar José Ivo Sartori na parede perguntando sobre segurança – mas ele mesmo não disse como vai resolver os problemas. Nota 3

Édison Bilhalva – Chegou com 15 minutos de atraso ao debate. Como um candidato que não consegue programar um simples deslocamento da capital até o Vale do Sinos quer governar um dos Estados mais ricos da Nação? De resto, fez um discurso caricato prometendo dar de “relho na corrupção”. Nota 2

Roberto Robaina (PSol) – O fato de ter abandonado o debate na metade mostra o seu comprometimento com o Estado. Depois seu partido reclama que ninguém pergunta ou faz convites – a resposta está aí. Desrespeito com os organizadores, público presente e eleitores gaúchos. Nota 1

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