O decreto de emergência na saúde de Novo Hamburgo completa, na próxima semana, três meses (90 dias). Foi em 22 de novembro de 2018 que a prefeita Fátima Daudt (PSDB), em razão da dívida milionária do governo do Estado com o município, publicou o decreto com restrição de serviços e atendimentos para a população, assegurando outras atividades.
Só que as dívidas deixadas pelo ex-governador José Ivo Sartori (MDB) não param de crescer, dificultando a retirada do decreto. O secretário municipal da Saúde, Naasom Luciano (PTB), concedeu entrevista ao Portal Martin Behrend e esclareceu o impacto que representa a falta de recursos para o atendimento: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Nesta quinta-feira (14), o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), confirmou ao deputado estadual Issur Koch (PP), durante encontro no Palácio Piratini, que o Estado irá apresentar nos próximos dias uma solução para os atrasos nos repasses à Saúde. “Apenas para Novo Hamburgo, até o final de fevereiro, os valores chegarão a quase R$ 20 milhões, o que compromete o atendimento em toda a região, uma vez que o Hospital Geral atende o Vale dos Sinos. Em todo Estado ultrapassam R$ 700 milhões”, destacou o parlamentar.
Na audiência, Leite fez contato com a secretária Estadual da Saúde, Arita Bergmann, que se encontra em Brasília. Leite disse que os atrasados referentes a janeiro e fevereiro serão pagos via Finafir – Fundo de Apoio Financeiro e de Recuperação dos Hospitais Privados sem fins lucrativos e Hospitais Públicos. “Esse recurso permitirá ao Estado pagar a competência, ou seja, os repasses deste início de governo (janeiro e fevereiro). Referente a 2018, setembro e outubro estão empenhados, me informou a secretária. O problema está nos meses de novembro e dezembro, que não foram empenhados pelo governo anterior”, enfatizou.
Os valores do Finafir serão repassados via Banrisul, disse o governador. A audiência contou com a presença do Chefe da Casa Civil, Otomar Vivian.
