Crise? Desemprego? Os quatro vereadores do PMDB votam por reajuste dos próprios salários

Valendo um cafezinho: quem são os privilegiados cidadãos
deste país que ganham mais de R$ 10 mil sem precisar se dedicar integralmente ao seu
trabalho e ainda julgam ser necessário aumentar este valor? Alguns integrantes desta casta de privilegiados estão na Câmara de
Vereadores de Novo Hamburgo. Três parlamentares do PMDB hamburguense, Raul
Cassel, Gerson Peteffi e Inspetor Luz, passam boa parte do tempo da semana
atuando em outras funções (médicos e policial), e mesmo assim recebem salário
cheio de R$ 10.020,95. Quando deveriam estar fiscalizando a aplicação de
recursos públicos, estudando leis eficientes, buscando recursos estaduais e
federais com deputados, acabam fazendo outras tarefas profissionais.

Na sessão desta quarta-feira da Câmara de Vereadores de Novo
Hamburgo, este trio – somado ao colega de bancada Sergio Hanich, que se dedica
integralmente ao cargo – se manifestou pelo aumento do próprio salário. Em
primeiro turno, contudo, a maioria dos vereadores rejeitou, por nove votos contrários e
quatro favoráveis, o Projeto de Lei nº 57/2017, de autoria da Mesa, que tem por
objetivo conceder o reajuste geral anual dos subsídios dos parlamentares,
conforme previsto na Lei nº 2.935, de 30 de maio de 2016. Os vereadores
defenderam o que consideram reposição salarial prevista, e não um aumento
propriamente dos vencimentos.

CONTRA REAJUSTE – Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PDT),
Fernando Lourenço (SD), Gabriel Chassot (Rede), Issur Koch (PP), Naasom Luciano
(PTB), Nor Boeno (PT), Vilmar Heming (PDT) e Vladi Lourenço (PP).

A FAVOR DO REAJUSTE – Gerson Peteffi, Inspetor Luz, Raul Cassel
e Sergio Hanich – todos do PMDB


SALÁRIOS DO EXECUTIVO


Também foi rejeitado em primeiro turno por oito votos
contrários e cinco favoráveis, na sessão desta quarta-feira, o
Projeto de Lei nº 56/2017, da Mesa Diretora da Câmara, que trata da revisão
geral anual dos subsídios da prefeita, do vice-prefeito e dos secretários municipais, conforme a Lei nº 2.933, de 20 de maio de 2016. Além dos quatro
vereadores do PMDB, desta vez Nassom Luciano (PTB) também foi a favor do
reajuste salarial no Poder Executivo. Atualmente, o subsídio da prefeita é de R$ 20.271,64 e do vice-prefeito, secretários e vereadores é de R$ R$ 10.020,95. Em função de ser servidor cedido pelo INSS, o vice-prefeito Antônio Fagan não recebe do município.

CONTRA REAJUSTE – Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PDT),
Fernando Lourenço (SD), Gabriel Chassot (Rede), Issur Koch (PP), Nor Boeno (PT),
Vilmar Heming (PDT) e Vladi Lourenço (PP).

A FAVOR DO REAJUSTE – Gerson Peteffi, Inspetor Luz, Raul Cassel
e Sergio Hanich – todos do PMDB – e Naasom Luciano (PTB)

O índice de reajuste que era previsto, em ambos os casos
(prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores), é equivalente à variação
percentual acumulada do IPCA/IBGE verificada entre os meses de janeiro a março
de 2017, inclusive, no percentual acumulado de 0,96% (noventa e seis centésimos
por cento), retroagindo seus efeitos a 1º de abril de 2017. As Leis nº
2.933/2016 e 2.935/2016 preveem as reposições inflacionárias. A vereadora
Patrícia Beck (PPS) presidia a sessão. A votação dos projetos em segundo turno ocorrerá na sessão de segunda-feira (12.06).

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