No seu sétimo mandato na Câmara de Vereadores de Novo
Hamburgo, sempre eleito democraticamente por hamburguenses, o vereador Gerson
Peteffi (PMDB) se mostra valente – claro, quando o assunto é de seu próprio interesse e benefócio.
O parlamentar vem usando manobras legais e regimentais para protelar uma
mudança no Regimento Interno da Câmara Municipal de Novo Hamburgo. Na sessão
desta segunda-feira teve mais um capítulo em que Peteffi foi o protagonista.
O Projeto de Resolução nº 3/2017, da Mesa Diretora – Patricia
Beck (PPS), Naasom Luciano (PTB), Felipe Kuhn Braun (PDT) e Vladi Lourenço (PP)
– altera redação do regimento para que só seja considerada presença do vereador
se ele participar da votação e discussão de toda a ordem do dia. Se isto for
aprovado e pelo histórico de Peteffi, ele deverá ter muitas faltas. Isto porque,
o médico-vereador é o campeão de inversão de pauta e sumiços misteriosos nas
sessões. Mesmo assim, seu salário de R$ 10 mil sempre entra cheio.
Peteffi se mostra um guerreiro destemido no caso deste
projeto. Esta é uma mudança que deveria ser considerada normal e benéfica para
a lisura e a moral da Câmara, mas ele está lutando com todas suas forças para não
ter o fim do expediente que permite suas manobras. Além de pedir vista por sete
dias, Peteffi apresentou uma emenda passando as homenagens da Câmara de
Vereadores para depois da votação dos projetos, mas pediu mais tempo para
melhor adequá-la ao projeto. Resumindo: para poder evaporar ou sair mais cedo
das sessões, mas não ter falta, ele pretende que as homenagens sejam jogadas
para depois das discussões. Com isso, os homenageados dos vereadores ficarão
esperando por duas, três ou quatro horas até que ocorra a distinção. Para poder
se beneficiar Peteffi não se importa que a comunidade homenageada fique mofando
no plenário.
Reforçando: Gerson Peteffi, que atua como médico e quando sobra tempo atua como vereador, recebe R$ 10 mil da Câmara de Vereadores. Nas sete eleições, ele sempre foi democraticamente eleito por hamburguenses.
