Candidato à reeleição, o atual prefeito de Novo Hamburgo,
Luis Lauermann (PT), tem três semanas para convencer a população de Novo
Hamburgo que merece um segundo mandato. Como ainda não foi registrada pesquisa
no município, as coligações se baseiam em levantamentos dos partidos. Lauermann
– ou Luis – sabe que tem uma rejeição considerável junto à comunidade e tem duas estratégias
bem definidas para a reta final de campanha.
REGIÕES MAIS POBRES E CARENTES
– Ampliar a atuação junto à comunidade carente e mais
necessitada. Candidatos a vereador e militância estão fazendo constante corpo a
corpo em regiões mais pobres de Novo Hamburgo. Com a máquina da administração
jogando ao lado e centenas de CCs buscando garantir um emprego fácil na
Prefeitura, se consegue emplacar algumas ações emergenciais.
– A mobilização em vilas mais pobres pode ser conferida nos
perfis de diversos candidatos nas redes sociais. Locais mais afastados da
região central, como interior do bairro Santo Afonso, Vila Diehl/Kephas e Boa
Saúde recebem patrulhas constante da coligação de Lauermann – ou Luis. É ali
que se buscam votos para fazer a diferença.
GUERRA DAS OPOSIÇÕES
– O outro trunfo de Lauermann está no enfrentamento das oposições.
Com Airton dos Santos (PV) fora do páreo – ele não teve seu registro de
candidatura aceito pela Justiça Eleitoral, mas promete recorrer –, Paulo Ritzel
(PMDB), Fatima Daudt (PSDB) e Leonardo Hoff (PP) brigam para ser a oposição mais
convincente a bater o atual governo. Ocorre que à medida que se aproxima 2 de
outubro se acirram os ânimos entre os opositores. Denúncias, acusações, puxadas
de tapete e podres do passado afloram nas redes sociais e também nas caminhadas
e mobilizações. A sede pelo poder espuma na militância e entre lideranças de
partidos, que colocam os interesses de Novo Hamburgo em segundo plano para
tentar aniquilar um concorrente.
– Com as oposições abrindo artilharia entre si, quem
comemora é Lauermann. Isso porque, com seis candidatos, as previsões indicam o
novo prefeito de Novo Hamburgo será eleito com 30% dos votos. Como Novo
Hamburgo tem pouco mais de 178 mil eleitores e um histórico de 20% de votos
brancos, nulos e abstenções, quem alcançar cerca de 40 mil votos deverá
emplacar como vencedor. Em 2013, Lauermann fez 70 mil votos contra 55 mil de
Paulo Kopschina (PMDB). É fato que o PT está desgastado, perdeu puxadores de
votos que foram para outras siglas, mas com as oposições se esfaqueando, o
objetivo fica facilitado.
– Rafael Schüler (PSOL) e Mauro Brochier (PMN) parecem não
emplacar como oposições, inclusive com dificuldades de preparar material de
campanha, como programas de radio e/ou militância reduzida. O PSOL, aliás, deve
tirar votos de Lauermann.
– E o Airton? Hoje ele está fora do páreo. Quem votar nele
sabe que estará jogando o voto fora, pois o candidato do PV não tem registro de
candidatura. Ele disse que vai recorrer. E se não emplacar? Desiste? Apoiará
outro candidato? Se Airton desejar migrar seus votos para outro candidato, deve
fazer ainda nesta semana. Do contrário, não terá qualquer grande impacto.
