Após ajudar a afundar Grêmio e tomar surra nas urnas, Paulo Odone recebe cargo estratégico de Sartori

Na política, na maioria das vezes, o currículo não interessa. Tem de ser “dos nossos”. E com o governador José Ivo Sartori (PMDB) não está sendo muito diferente. Nesta quinta-feira, ele confirmou nomes dos novos diretores do Badesul – Agência de Fomento. Também passam a integrar a diretoria a servidora do quadro com formação em Sociologia Jeanette Halmenschlager Lontra, o ex-deputado e ex-secretário de Ciência e Tecnologia Kalil Sehbe (PDT) e os ex-deputados estaduais Paulo Odone (PPS) e Diogo Paz Bier, o Mano Changes (PP).

Peri Coelho ocupará o cargo de vice-presidente.

O caso mais emblemático – ao menos, na minha percepção – é do ex-deputado estadual

Paulo Odone. Seu currículo recente como administrador é um dos piores possíveis. Foi presidente do Grêmio no período da inauguração da Arena e deixou um lastro de dívidas, rombos e contratos milionários a serem cumpridos. A culpa não é só dele, é fato, mas o ex-presidente tricolor fez uma gestão muito fraca dentro e fora dos gramados. Tanto que não foi reeleito pelos gremistas.

Além disso, sua condição política mostra uma figura desgastada. Após alguns mandatos na Assembleia Legislativa, sempre amparado pelo voto de muitos tricolores, Odone levou uma surra nas urnas – na comparação com votações anteriores – e ficou na suplência do seu partido. Perda de prestígio político e visão administrativa com fracasso recente no comando do Grêmio, eis o cartão de visitas de um dos novos diretores do Badesul: Paulo Odone.

Em relação a Kalil e Mano Changes, seriam necessários dois novos artigos. O certo é que eles estão empregados, mesmo derrotados pelas urnas. Cada um com sua bagagem partidária e a necessidade de atender a política de cargos. É, gringo Sartori, se teu partido é o Rio Grande, é bom começar a se mexer, pois o Rio Grande está de olho no que está acontecendo…

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