Um grande Acordão entre o Poder Executivo e alguns integrantes do Poder Legislativo de Novo Hamburgo.
Esse é o resumo do novo capítulo envolvendo a aprovação do Auxílio-Alimentação para os vereadores de Novo Hamburgo, com um custo superior a R$ 1 mil por mês para cada parlamentar. É a farra do vale-alimentação para os vereadores hamburguenses.
Na tarde desta segunda-feira (9), estava prevista a apreciação do projeto em segundo turno na sessão da Câmara. Contudo, após uma reunião realizada no final da manhã de hoje, entre o prefeito Gustavo Finck (PP) e os vereadores da base do governo, foi definida, de forma conjunta entre Executivo e Legislativo, a retirada temporária do projeto de lei que tratava desse valor substancial para os políticos da Câmara.
Ficou acordado entre as partes que a iniciativa será reformulada e reapresentada no mês de maio, inserida em um projeto estruturado de valorização do funcionalismo público, contemplando todos os servidores municipais, tanto do Executivo quanto do Legislativo, evitando medidas pontuais ou isoladas.
A intenção do Acordão é embutir o Auxílio-Alimentação dos vereadores junto com vencimentos de outras categorias. Dessa forma, se alguém votar em maio contra esse novo benefício dos vereadores também vai impedir ganhos para outras categorias que deverão ser colocadas num mesmo projeto. “Acredito que nossa conversa foi muito produtiva e que trará bons frutos para a comunidade e também os servidores públicos, que serão atendidos com esforços coletivos do Executivo e Legislativo. Agradeço o entendimento da Câmara de Vereadores para passarmos por esse momento de instabilidade financeira no município”, avaliou Finck após a reunião do acordão.
Informações de bastidores também apontam que os vereadores ficaram incomodados com a intenção do prefeito em vetar o projeto, caso fosse aprovado em segundo turno. Finck tentou surfar na indignação da comunidade, fritando a imagem dos vereadores.
Só que alguns parlamentares não gostaram e ameaçaram votar contra projetos polêmicos apresentados pelo prefeito. Por isso, surgiu o Acordão para acalmar ânimos.
PRIMEIRA VOTAÇÃO
Na semana passada, o Auxílio-Alimentação foi aprovado em primeira votação a concessão mensal do auxílio de R$ 1.020,77 aos vereadores.
Como foi a votação em primeiro turno do PL nº 4/2026*:
– Votaram a favor (11): Cristiano Coller (PP), Deza Guerreiro (PP), Eliton Ávila (Podemos), Enio Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Giovani Caju (PP), Ico Heming (Podemos), Ito Luciano (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos), Nor Boeno (MDB) e Ricardo Ritter – Ica (MDB)
– Votaram contra (2): Daia Hanich (MDB) e Professora Luciana Martins (PT)
* O presidente Juliano Souto (PL) votaria apenas em caso de empate.
OUTRO PROJETO
Também foi retirado o projeto que reajustava o Auxílio-Alimentação pago aos servidores do Legislativo. Conforme a proposta, o valor passaria dos atuais R$ 823,20 para R$ 1.020,77.
Retroativo a janeiro, o reajuste foi defendido como forma de recompor perdas observadas devido aos aumentos registrados recentemente no preço de alimentos e refeições. O auxílio não sofre revisões desde abril de 2024. O projeto havia sido aprovado em primeira votação igualmente na semana passada.
