50% dos vereadores da Câmara se manifestam contra aumento de salários para 2017

Informação antecipada pelo Blog Martin Behrend vem pautando, desde ontem, os debates nos corredores da Câmara de Vereadores. A possibilidade do reajuste salarial dos vereadores para 2017 ser superior ao índice da inflação ou ao valor que será repassado aos servidores municipais criou uma celeuma no Palácio 5 de Abril. Um grupo de parlamentares foi para as redes sociais se posicionar contra qualquer aumento para o próximo ano. A

sugestão de elevação dos salários acima da inflação surgiu na reunião de líderes, segunda-feira, na Câmara de Vereadores.

Cada vereador recebe, atualmente, R$ 10.020,95. Um eventual reajuste para 2017 deverá ser apreciado, no máximo, até 30 de junho – conforme indica a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Embora uma proposta não tenha sido oficialmente apresentada pela Mesa Diretora, o Blog Martin Behrend vem realizando, desde ontem, levantamento com os vereadores para saber o que pensam sobre o assunto.

Foi apresentado aos vereadores o seguinte cenário em relação ao reajuste salarial:

Opção 1 – R$ 12.661,12 (50% do que recebe um deputado estadual)

Opção 2 – R$ 10.863,71 (reajuste de 8,41% oferecido aos professores municipais em 2015 ou, conforme contato verbal, o índice que for apresentado neste ano)

Opção 3 – R$ 10.020,95 (congelamento dos salários para 2017)

O levantamento realizado pelo Blog Martin Behrend obteve o seguinte resultado:

Contra aumento salarial para 2017: Fufa Azevedo (PT) | Enio Brizola (PT) | Issur Koch (PP) | Inspetor Luz (PMDB) | Patrícia Beck (PPS) | Cristiano Coller (Rede) | Vilmar Heming (PDT)

Reajuste salarial para 2017 no mesmo índice dos servidores municipais (ainda indefinido): Antonio Lucas (PDT) | Raul Cassel (PMDB) | Gerson Peteffi (PMDB) | Roger Corrêa (PCdoB)

Não se posicionaram: Sergio Hanich (PMDB) | Jorge Tatsch (PCdoB)

Não foi localizado na Câmara e não respondeu e-mail: Naasom Luciano (PTB)

Entre algums manifestações recebidas pelo Blog Martin, o indeciso vereador Jorge Tatsch (PCdoB) argumenta que projeto do reajuste salarial ainda não foi protocolado junto à Câmara. “Desconhecendo o teor do texto que será protocolado não há possibilidade de apontar caráter opinativo para o objeto da matéria. Dessa forma, assim que se tomar conhecimento do teor do projeto, estudarei juntamente com a minha equipe, a fim de expressar minha opinião acerca do reajuste do salário dos parlamentares”, argumenta.

Os vereadores Fufa Azevedo e Enio Brizola, ambos do PT, são contra reajuste para 2017, mas destacam a importância de valorizar o trabalho do vereador. “Votarei contra qualquer tipo de reajuste, mesmo me dedicando integralmente ao mandato e usando meu carro e arcando com as despesas de manutenção e combustíveis para deslocamentos”, destaca Brizola. “Sou a favor de Congelar. Já votei assim ano passado.

Não porque eu pense que não mereça. Mas, é um ato importante para reconstruir alguma fé da população em relação à política e de respeito ao momento econômico”, salienta Fufa.

Ainda não há prazo definido para a votação do reajuste salarial, reforçando que precisa ser apreciado até 30 de junho deste ano para valer a partir de 2017.

OPINIÃO DO BLOG MARTIN BEHREND

"O Blog Martin Behrend é contrário à redução dos salários dos vereadores. O blog é favorável à manutenção do salário ou, no máximo, ao reajuste no mesmo índice que será repassado aos servidores municipais.

Quanto mais desvalorizado o trabalho do vereador, mais desqualificado será o trabalho na Câmara. Quem ganha com a desqualificação do Parlamento?

Ao mesmo tempo, o Blog Martin Behrend defende maior fiscalização e cobrança da comunidade

em relação ao Legislativo e, principalmente,

ao Poder Executivo. Atualmente, o Executivo de Novo Hamburgo – com autarquias –

responde por 98,617% do orçamento. Ao Legislativo, cabe 1,383% do orçamento. Ora, onde estão

centralizados os recursos? Quem está cobrando e fiscalizando os secretários, diretores e CCs?

Fiscalizar os gastos com o Legislativo é importante e necessário, contudo, pressionar o Executivo é ainda mais decisivo. No Legislativo, tem a TV Câmara – aliás, aplausos para essa transparência; mas quem está acompanhando o Centro Admnustrativo Leopoldo Petry?

Quanto mais enfraquecido for o Legislativo, mais este poder ficará submisso ao Executivo. Cabe à comunidade eleger e fiscalizar melhor seus representantes, e não buscar solução mágica com pessoas tendo que tirar dinheiro do bolso para trabalhar como vereador."

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