Potiguara. Ou Marechal Floriano.
Por pouco, muito pouco, Novo Hamburgo não teve seu nome alterado na década de 1940.
O período era da Segunda Guerra Mundial. Os conflitos com a Alemanha respingaram em todo planeta.
Por sua colonização alemã, Novo Hamburgo passou a ser vigiada e diversas situações afetaram a vida da comunidade: o jornal O 5 de Abril não podia mais publicar propagandas na língua alemã, o Esporte Clube Novo Hamburgo passou a se chamar Floriano e até a cidade quase alterou sua identidade.
A justificativa oficial do governo de Getúlio Vargas era uma suposta confusão com nomes de outros municípios espalhados pelo Brasil. A mudança era coordenada pelo Conselho Nacional de Geografia e Estatística. Contudo, nos bastidores o nome Hamburgo, em alusão à cidade alemã de Hamburg, incomodava algumas autoridades.
No começo de 1943, o prefeito Nelson Toohey Schneider divulgou nota oficial no jornal O 5 de Abril informando que, mesmo com a pressão para alterar o nome de Novo Hamburgo – Floriano, Marechal Floriano ou Marechal de Ferro eram opções -, a comunidade deveria seguir utilizando Novo Hamburgo. Mais adiante, reportagem confirmava que o nome favorito era Potiguara.
Na edição de 26 de novembro de 1943, o jornal O 5 de Abril publicou que a ACI pressionava o governo do Estado. Em documento assinado pela então presidente, Ervino João Schmidt, a entidade enumerava uma série de prejuízos para a indústria e o comércio.
Por fim, na primeira edição de 1944, em 6 de janeiro, O 5 de Abril informava que a pressão dos hamburguenses havia sensibilizado as autoridades e que o nome Novo Hamburgo estava mantido. Para felicidade dos potiguarenses, quer dizer, hamburguenses!
DECRETO
Em 1942, com a explosão da Segunda Guerra Mundial, um decreto proibiu se manifestar em língua alemã.
Inclusive, com prisões para quem desrespeitasse. Confira o decreto veiculado na edição de 30 de janeiro de 1942: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
