Noticiário policial de junho de 1956: polícia desvenda roubo de joias de família hamburguense

Em junho de 1956, uma sequências de crimes deixou assustada a comunidade hamburguense.

Algumas famílias tiveram suas residências invadidas e joias foram levadas.

As informações sobre os casos foram divulgadas nas edições do jornal O 5 de Abril – o primeiro jornal de Novo Hamburgo – nas datas de 22 de junho e 29 de junho de 1956.

Relembre os casos – foi mantida a grafai original:

22 de junho de 1956 – Manchete: “Outro grande roubo de jóias nesta cidade”

Ainda não foi esquecido o vultuoso roubo de jóias de que foi vítima a Família Sauter e de cujo noticiário nos ocupamos numa de nossas edições do ano passado.

A corrida do tempo não deu detalhes nem foi possível localizar, prender e saber onde estão os 200 mil cruzeiros de jóias roubadas naquela ocasião, da residência da Família Sauter.

Agora, passado algum tempo outra família novo-hamburguêsa vem de ser vítima do mesmo delito. O caso, segundo noticiou a imprensa metropolitana, deu-se por arrombamento de uma janela que não suportou a fôrça de pesada. Uma vez no interior da residência, os meliantes carregaram com jóias e um revólver, calibre 32, marca Taurus, tudo avaliado em 80 mil cruzeiros.

O fato foi levado ao conhecimento da polícia pelo prejudicado, sr. Alceu Mosmann (Rua Heller, 61), e logo foi providenciado o trabalho de investigação, porém, sem resultado até o encerramento do nosso expediente desta edição.

Na ocasião do roubo, conforme ficou esclarecido, a Família Mosmann não estava em casa, dando conta do acontecimento somente ao retornar de um passeio, sábado à noite.

A polícia continua diligenciando para localizar o larápio ou larápios. Foram colhidas impressões digitais e tomadas fotografias, além do levantamento do local arrombado.

29 de junho de 1956 – Manchete: “Descoberto o roubo de jóias”


Até o encerramento da nossa edição passada, a polícia havia descoberto pequena pista que a levasse até o autor ou autores do roubo de jóias de que foi vítima o sr. Alceu Mosmann, residente à rua Heller, 61, nesta cidade.

Longe estava, porém, também o ladrão de pensar que a sexta-feira lhe desse tanto azar. Entretando, o ditado é certo: Quem algumas faz, em alguma cai. Pois foi o que aconteceu com José Manoel R, que natural de Minas e procedente de São Paulo, chegado ao Rio Grande do Sul, onde viera com o propósito de arranjar trabalho e nisso passara 30 dias.

Andou prá lá e prá cá, tentou trabalhar como marceneiro, que é sua profissão. Talvez, não tenha conseguido nada e entregou-se à outra profissão também sua: roubar. Deu-se muito mal, pois, em viagem já havia treinado, mas, contudo, não deu certo.

Aqui furtou na residência do sr. Erly Poisl, pequenos objetos e dois cofrezinhos com pouco mais de 50 cruzeiros. Tentou arrombar outras moradias, mas, pressentindo, desistiu.

Planejou um golpe que seria sua tábua de salvação, perdeu-se. Vejamos: José Manoel Roque arrombou a residência do industrial Alceu Mosmann, quando a família estava ausente, penetrou e roubou jóias no valor de 80 mil cruzeiros, fugiu, e homisiou-se nums matos, em São Leopoldo, onde também escondeu o produto do furto.

A polícia leopoldense, em face da denúncia de que havia um desconhecido homisiado nuns matos, realizou uma diligência e prendeu José Manoel Roque. Interrogado pelo titular da Delegacia de Polícia, não hesitou em confessar o crime – embora com alguns alibis – e apontou onde estavam escondidas as jóias roubadas em Novo Hamburgo.

As polícias de São Leopoldo e desta cidade finalizaram por rehaver além das jóias, outros objetos anteriormente furtados pelo meliante, sendo as primeiras entregues ao casal Mosmamm sem faltar uma siquer.

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