A arrancada para o projeto da Fenac do Futuro engasgou de vez.
Lançado em 2011, quando foram comemorados os 50 anos de criação da Fenac, o projeto de modernização do centro de eventos seria viabilizado com recursos da venda de parte do patrimônio da S.A.
Contudo, pela segunda vez, o leilão de área de cinco hectares – incluindo os terrenos onde estão as quadras de tênis e o hotel – fracassou.
Assim como em 14 de dezembro, ninguém apareceu para apresentar um lance e adquirir a gleba oferecida. O valor inicial era R$ 18 milhões. “Estamos num momento de instabilidade da nossa economia. A cada dia tem uma surpresa da China, do FMI, dos nossos indicadores internos. Com isso, os investidores ficam observando como o mercado vai se comportar”, avalia o diretor-presidente da Fenac, Elivir Desiam.
Com dois leilões desertos, o Conselho de Administração será informado da situação – a próxima reunião está marcada para quinta-feira (28/01). O assunto também poderá ser levado para Assembleia dos acionistas – a Prefeitura tem participação majoritária.
Entre os caminhos adotados para tirar do papel a Fenac do Futuro, está uma nova rodada de leilões ou a busca de financiamentos/empréstimos no mercado para que a obra possa começar. “Esse é um processo que não passa pela direção. Temos de repassar as informações para o conselho e para os acionistas a fim que sejam definidas novas estratégias”, explica Desiam.
O recurso com a venda da área de cinco hectares seria aplicado diretamente na modernização da estrutura de pavilhões da Fenac, contemplando na primeira fase uma nova cobertura de 16 mil metros quadrados. Além disso, seriam realizados investimentos no estacionamento, setor administrativo, climatização e iluminação. “O projeto que temos é bom e viável. Esse pavilhão será apenas o início da transformação de toda estrutura oferecida pela Fenac”, garante Desiam.
O diretor-presidente rechaça qualquer hipótese de que a ausência de investidores tenha relação com o ano eleitoral e uma eventual utilização do dinheiro em campanhas partidárias. “Isso não tem como. Temos orçamento próprio, auditoria independente, Conselho de Administração, Assembleia de acionistas. Esse tipo de avaliação sobre o funcionamento da Fenac não tem fundamento. Inclusive, tivemos a presença de um representante de investidores de fora da região. O que ocorre é a instabilidade da economia”, reforça Desiam.
O projeto da Fenac do Futuro foi lançado, em 2011, durante o governo do ex-prefeito Tarcísio Zimmermann (PT). Em 2013, o prefeito Luis Lauermann reafirmou que gostaria de concluir seu mandato entregando a primeira parte da modernização. Vamos completar cinco anos desde o primeiro anúncio. E, antes de 2017, dificilmente teremos o projeto saindo do papel. Infelizmente.


























