Nesta semana, o mundo comemorou os 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.
Foi em 8 de maio de 1945 que uma assinatura definiu a rendição incondicional da Alemanha.
Antes, em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler – ciente que a derrota era certa – cometeu suicídio junto com Evan Brau, no “bunker do Führer”, no terreno da Chancelaria do Reich, 12 metros sob a terra,
A Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1º de setembro de 1939, teve início com a invasão da Polônia pelos alemães. Calcula-se que, até o fim da guerra, mais de 60 milhões de seres humanos perderam a vida. Na Ásia, o conflito durou ainda até 2 de setembro de 1945, quando o Japão tombou.
NOVO HAMBURGO
Em Novo Hamburgo, a queda de Hitler foi festejada.
No começo da ascensão de Hitler, os imigrantes alemães no Brasil, por escassez de informações, não tinham a real noção do que estava ocorrendo na Europa. Inclusive, a bandeira do Partido Nazista chegou a ser hasteada no Monumento ao Imigrante, em Novo Hamburgo.
Só que, à medida que o nazismo avançou, destruindo cidades, dizimando famílias, a própria sociedade brasileira foi mudando de atitude. O governo de Getúlio Vargas também alterou posicionamento.
Tanto é verdade que, em 4 de maio de 1945, o jornal O 5 de Abril abriu manchete: “Berlim Caiu. Hitler morreu.” “Não bate mais sobre a terra o coração feroz do nazi-fascismo”. O 5 de Abril foi o primeiro jornal de Novo Hamburgo. Foi o porta-voz da cidade por 35 anos e fundado por um imigrante alemão, Hans Behrend, ao lado de Leopoldo Petry.
Em 1945, Novo Hamburgo festejou a derrubada do nazi-fascismo. Novo Hamburgo repudiou o nazismo. Novo Hamburgo repudiou o fascismo. Houve bailes e festas nos clubes da cidade. Ocorreram desfiles e comícios para celebrar o fim da Segunda Guerra Mundial. Tudo isso registrado na história.
No texto do jornal O 5 de Abril, de 4 de maio de 1945, está registrado: “Mussolini cremado em praça pública, Hitler morto, marcam o fim trágico da existência sobre a face da terra, dos dois principais criminosos da história do mundo, dois apóstolos sinistros das forças do mal”.
A história está aí para ensinar e relembrar as novas gerações: que nunca mais o autoritarismo, o nazismo e o fascismo consigam prosperar.
Que as milhões de mortes há mais de 75 anos sirvam de aprendizado.
