Em dezembro de 1961, delegado determinou fechamento das casas de tolerância em Novo Hamburgo – mas uma resistiu!

A capa da edição de 5 de janeiro de 1962 do jornal O 5 de
Abril – O primeiro jornal de Novo Hamburgo trouxe uma manchete incomum: “Campanha contra o Meretrício”.

Confira a seguir o texto original da matéria. Para as
novas gerações de leitores, ficam aqui duas definições:

Meretrício – O comércio, a venda do corpo

Zona do meretrício – É uma região, quarteirão, rua ou bairro
de uma cidade conhecido por abrigar a prática da prostituição.

CAMPANHA CONTRA O MERETRÍCIO

“Louvável iniciativa tomaram nesta cidade os poderes públicos
e pessoas de responsabilidade contra o meretrício, tendo sido adotadas também
providências complementares a fim de evitar novo surto de prostituição e também
contra o “trotoir”.

Desde longa data que vem preocupando o incremento que tomava
o número das chamadas casas de tolerância, as quais também davam margens a
muitas ocorrências policiais e até recentemente em condições trágicas e
revoltantes, uma morte.

De acordo com a portaria do dr. Carlos Simões Pires,
delegado desta cidade, foram fechados todos os bordeis em 24 de dezembro.
Acabou fazendo exceção a “Boite Catarina”, porque a mulher Joana Catarina Tiss
impetrou Mandado de Segurança, tendo sido concedida a liminar.

É opinião, contudo, que a referida casa, embora mascarada
como “boite”, venha a ser fechada também. É público e notório que se trata de
um bordel como os demais, onde existe quartos à disposição das bailarinas e
frequentadores. O rótulo de todas as casas é igual.

Já em data anterior foi fechado o “Céu Azul” onde a situação
foi diferente e foi negado o Mandato de Segurança, inclusive no Tribunal de
Justiça”

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