Vereadora hamburguense vai solicitar necropsia de gato

A morte de um gato motivou uma manifestação contundente da vereadora hamburguense Deza Guerreiro (PP).

Em primeiro mandato na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, ela é conhecida por estar muito ligada à causa animal. No seu perfil no Instagram, se apresenta como “Protetora de animais”, “Há mais de dez anos resgatando vidas”, “Fundadora da ONG @amparoanimalnh” e “Tutora de mais de 80 cães”.

Na sessão desta segunda-feira (7), no espaço de manifestação de pautas da comunidade, Deza relatou um caso polêmico e declarou que vai pedir a necropsia de um gato.

ESPOROTRICOSE

Deza relatou que, neste final de semana, foi cuidar de gatos e cachorros que estão na rua e receberam casinhas – estão vivendo junto a um mato. Conforme a parlamentar, ela foi surpreendida com a presença de outro gato, que foi abandonado. E este animal estava com esporotricose – o Portal Martin Behrend já registrou a proliferação da doença na região, como em Sapiranga, no começo do ano: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

Diante da presença do gato com a doença, a vereadora acionou o plantão do Canil Municipal, que recolheu o felino. Segundo a vereadora, está se difundindo nas redes sociais que o canil estaria praticando a eutanásia (morte indolor para aliviar o sofrimento causado por uma doença incurável ou dolorosa) nos animais. “Uma pessoa de má índole, mau caráter, dissemina ódio numa rede social e todo mundo acredita que aquela pessoa está falando a verdade. Mas aquela pessoa ela não está falando a verdade. Ela quer estragar o trabalho que está sendo feito. Não está acontecendo isso. Não está sendo eutanasiado gato”, declarou.

Segundo a parlamentar, a Prefeitura comprou remédios e estão sendo medicados os gatos para tratar a esporotricose. “Salvo aqueles, vamos deixar claro, que estão em estado deplorável. E aí eu acho que tu não pode deixar um gato em sofrimento. Essa doença é horrível”, destacou. “Eu sou completamente contra a eutanásia, mas tem situações em que o gato está em fase terminal”, acrescentou, lembrando que o tratamento pode ser de até nove meses.

PROTETORA

Na sequência, Deza relatou o caso de uma jovem, que procurou seu gabinete, com problemas de depressão. A equipe do gabinete dialogou com a jovem, que foi atendida num hospital. Após voltar para casa, ela adotou um cachorro e, na sequência, acolheu um gatinho com esporotricose.

O desdobramento do episódio é que o Canil Municipal foi acionado para tratar o animal. O caso ficou mais tenso pois, segundo Deza, uma protetora de animais afirmou e divulgou que o gatinho seria eutanasiado, que a jovem nunca mais veria o animal.

A vereadora do PP relatou que o gato recebeu tratamento médico, mas, no final da semana passada, veio a óbito. Conforme Deza, ele estava em estado terminal. “A protetora afirmou que, se tivessem eutanasiado o gato, iria acionar o Ministério Público. Primeiro, eu não tenho medo de ameaças. Segundo, o gato morreu porque estava doente. Então, eu estou pedindo ao Canil Municipal e à Diretoria de Bem-Estar Animal que faça a necropsia do gato. Eu quero saber se o gato morreu devido à doença ou foi devido a eutanásia, porque vai mostrar”, completou.

Deza afirmou que a necropsia é importante, até para saber se tem comprovação da eventual da prática da eutanásia. “Se for isso, serei a primeira a denunciar. Mas não sejamos injustos, porque eu falei com a veterinária e ela me garantiu que estavam cuidando, porém o gato estava muito debilitado. Então, vou solicitar e necropsia”, reafirmou.

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