Vazamento de gás altera rotina em EMEI do bairro Canudos e crianças voltam para suas casas

No lugar dos sorrisos das crianças, do choro de coleguinhas
ou dos gritos de alegria e entusiasmo, o cenário é de corredores vazios e
expectativa. O silêncio na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI)
Joaninha, no bairro Canudos, só é quebrado pelo ruído de uma poderosa furadeira
trabalhando junto ao depósito de gás,
no lado externo do prédio principal da
escolinha. Em função de vazamento de gás e do forte cheiro detectado nos
últimos dias, que começou a aparecer pelo esgoto dos banheiros, a rotina do
início de ano no local foi alterada.

Com risco de explosão e de problemas de saúde em função do
cheiro forte, as 86 crianças da EMEI Joaninha foram liberadas para voltar para
suas casas.
“Os pais entenderam. Claro que isso atrapalha e incomoda a rotina
das pessoas, mas eles agradeceram pela nossa preocupação em garantir ao segurança
dos filhos”, comenta o diretor Lutero Oliveira. Ele comenta que a Secretaria
Municipal de Educação vem dando o suporte necessário para resolver essa
situação.

A expectativa é que hoje ou amanhã seja detectado o local do
problema para começar a resolução. É provável que os canos que atualmente estão
enterrados sejam fixados na parede, passando pela parte superior da construção.
Segundo Oliveira, amanhã os pais deverão ser comunicados da situação e as aulas
do período de adaptação devem ser retomadas na quinta-feira.
“Vamos ter lanche
normal, só não vamos oferecer comida quente até termos o quadro do gás normalizado.
Mas a ideia é que na quinta as crianças estejam de volta recebendo seus lanches no
capricho”, conta Lutereo;

Como a EMEI não tem cinco anos de vida, a empresa
responsável pela obra ainda tem responsabilidade pela manutenção. A EMEI
Joaninha foi inaugurada em 2013 numa leva de novas escolinhas apresentadas em
visita da então presidente Dilma Rousseff (PT). Esse não é o primeiro problema
no histórico da escola. Em 2015, houve problemas de alagamentos e infiltrações
no local, o que forçou o investimento para telhados e janelas a fim de proteger
o ambiente central da EMEI. As infiltrações, porém, seguem em vários pontos. E
a escolinha não tem cinco anos. Aliás, nas outras EMEIs inauguradas por Dilma
Rousseff outros problemas também já apareceram, incluindo esgoto e outras
questões de infraestrutura.

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