Aprovado em julho do ano passado, mas não oficialmente homologado
em função de outras instituições terem recorrido da decisão do
Ministério da Educação, o curso de Medicina na Universidade Feevale ainda está
nos planos da instituição. Tanto é verdade que a universidade confirmou, nesta
terça-feira, que tem agendada reunião com a Casa Civil comandada pelo gaúcho
Eliseu Padilha (PMDB). O objetivo do encontro será mostrar os prejuízos e
inconvenientes que as instituições estão tendo com o impasse criado dentro do
Tribunal de Contas da União (TCU) e solicitar uma resolução imediata desse
imbróglio.
A reitora da Feevale, Inajara Vargas Ramos, se manifestou
sobre o caso a pedido do Portal Martin Behrend. Confira, na íntegra, o teor dos
esclarecimentos:
“O edital que selecionou as universidades ainda se encontra
em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), devendo ser julgado em breve,
segundo informações que temos. Desde fevereiro, a Feevale e várias Instituições
de Ensino Superior (IES) vencedoras do certame estão articuladas na busca de
uma solução para o empasse criado. Dessa articulação, concretizou-se uma visita
ao TCU e ao Ministério da Educação (MEC) em março, bem como uma visita aos
prefeitos dos municípios parceiros da Feevale, o que resultou em um documento
discutido na reunião da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos
(AMVRS), sob a liderança do prefeito de Campo Bom, Faisal Karam.
Com as mudanças políticas em Brasília, o grupo de IES está
retomando os movimentos realizados em março. Hoje (terça-feira) levaremos a
conhecimento do novo ministro de Estado da Educação nosso pleito e, amanhã
(quarta-feira), estaremos novamente no TCU, entregando aos Exmos. ministros
da Corte um documento cujo teor reforça a necessidade da continuidade do
processo com o referendo aos resultados do edital. Ainda em aberto, consta um
pedido de agenda à Casa Civil com os mesmos propósitos.”
Relembrando os fatos mais recentes, em 18 de fevereiro deste
ano o Portal publicou a seguinte reportagem: “Criação do curso de Medicina na
Universidade Feevale pode voltar à estaca zero”. Isso porque, a ministra do
Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes,
sugeriu a anulação do procedimento aberto para escolha das instituições
que receberiam o curso. A decisão de anular todo processo só não foi
oficializada, porque o ministro do TCU Vital do Rego pediu vistas para
articular junto a colegas uma estratégia para impedir que o voto de Ana Arraes
seja observado pelo órgão. A reportagem completa pode ser conferida em http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1291/titulo/criacao-do-curso-de-medicina-na-universidade-feevale-pode-voltar-a-estaca-zero
.
A convicção de que Novo Hamburgo teria o curso de Medicina
foi tanta que, em julho do ano passado, a Prefeitura investiu em peças
publicitárias – pagas com recursos da comunidade – para celebrar a conquista.
Contudo, 11 meses depois, segue a indefinição e a luta para que aquele
posicionamento de julho de 2015 se confirme.
A Unisinos, de São Leopoldo, que é uma das instituições de
ensino igualmente interessadas em oferecer o curso de Medicina e que recorreu
da decisão do MEC por não ter sido aprovada, foi procurada pela reportagem, mas
não enviou sua manifestação até o fechamento da matéria.
