Única apresentação: A Falecida chega ao Teatro Feevale

Escrito em 1953, o clássico
teatral A Falecida, de Nelson
Rodrigues (1912-1980), completou 70 anos em 2023, com uma nova montagem
dirigida e idealizada por Sergio Módena
e protagonizada por Camila Morgado.

A atriz voltou ao teatro depois de um hiato de 11 anos distante dos
palcos.

O espetáculo teve sua estreia
nacional no dia 18 de agosto do ano passado no Sesc Santo Amaro (SP), onde realizou uma
temporada de dois meses com grande sucesso junto à crítica e lotando todas as
apresentações.

Em 23 de
fevereiro de 2024 a peça fez sua estreia carioca, com patrocínio da
Vivo, via Lei Rouanet, no Teatro
Copacabana Palace, e repetiu o sucesso que fez em São Paulo.

A montagem abriu a FITA 2023, e teve cinco indicações,
sendo premiada por Melhor Atriz Coadjuvante – Stela Freitas e Melhor Espetáculo
– Juri Popular. E fez apresentações lotadas no SESC Palladium (MG) e no
Festival SESC de Inverno 2024, nas cidades de Teresópolis e Petrópolis. Ainda em 2024 a peça fez apresentações no SESC
Guarulhos (SP).

NOVO HAMBURGO

Nesta quinta-feira (21), o Teatro Feevale recebe a apresentação única da peça em Novo Hamburgo. O espetáculo começa às 20 horas.

Os ingressos podem ser adquiridos no site https://www.blueticket.com.br/evento/36319 ou na bilheteria do Teatro Feevale. O atendimento no local ocorre de segunda-feira a sexta-feira, das 13 às 17 horas.

SINOPSE

Protagonizando o espetáculo ao lado de Camila Morgado está Thelmo Fernandes, com uma vasta experiência em torno da obra de Nelson. A montagem conta ainda com Stela Freitas como atriz convidada, e os atores Gustavo Wabner, Alcemar Vieira, Thiago Marinho e Alan Ribeiro.

Classificada pelo saudoso crítico teatral Sábato
Magaldi como uma das Tragédias Cariocas de Nelson Rodrigues, A Falecida narra o
plano da tuberculosa e frustrada Zulmira, que sonha em ter um enterro cheio de
luxo e pompa. Dessa forma, ela causaria inveja em sua prima e vizinha Glorinha,
com quem nem fala mais e tem uma relação inexplicável de competição.

Um pouco antes de morrer, Zulmira pede para seu marido
Tuninho, que está desempregado e gasta todo o dinheiro com apostas, procurar o
milionário Pimentel. Ela quer que o empresário pague para ela um enterro de 35
mil cruzeiros – o que beira o absurdo, uma vez que, na época, os funerais
custavam menos de mil cruzeiros.

Logo depois da morte de Zulmira, ainda sem saber como
ela conheceu Pimentel, Tuninho vai à mansão dele descobre que o rico empresário
e sua esposa eram amantes. O marido traído ameaça contar tudo para um jornal
inimigo de Pimentel e consegue arrancar dele uma pequena fortuna. Tuninho,
então, dá à Zulmira um enterro “de cachorro” e aposta todo o resto do dinheiro
num jogo de futebol.

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