Da comunidade e pela comunidade. Nove câmeras instaladas junto ao Instituto Penal de Novo Hamburgo (IPNH) completaram um mês de funcionamento. Câmeras, ressalte-se, solicitadas por boa parte da comunidade – representada pelo movimento #PAZNovoHamburgo – e pagas pela comunidade, já que foram utilizados recursos públicos do município. O resultado da instalação dos equipamentos é satisfatória: neste período, foram registradas apenas três tentativas de fugas frustradas. Até o mês anterior, a média era de 20 fugas e/ou tentativas por mês.
Para fazer um balanço dos 30 dias de funcionamento das câmeras – oito fixas e uma móvel –, o #PAZNovoHamburgo esteve reunido, na sexta-feira, com representantes da Brigada Militar, Guarda Municipal, Polícia Civil, Susepe, Câmara de Vereadores e representantes de algumas das entidades que integram o grupo. O secretário municipal de Segurança e Mobilidade Urbana, Egon Kirchheim, foi convidado, mas não compareceu por sobreposição de agendas e compromissos oficiais. Na reunião de trabalho, foi destacado o funcionamento 24 horas das câmeras, integrando agentes penitenciários, guardas municipais e policiais militares. “Nas três tentativas de fugas, a comunicação entre as corporações foi instantânea assim como a resposta ao chamado”, destaca a coordenadora do #PAZ, Andrea Schneider Beckenkamp.
A partir da realidade das câmeras e também da fiscalização nos locais onde devem estar trabalhando alguns condenados do semiaberto, passou a
ocorrer
um fenômeno inesperado entre os detentos do IPNH: dezenas de pedidos de transferência para outros presídios. “Eles estão querendo ir embora. Só na quinta-feira o diretor recebeu sete pedidos. Esta reação dos detentos é muito positiva, pois com as medidas de segurança o IPNH passará a ter apenas presos que querem de fato cumprir a sua pena e trabalhar. É um novo perfil que está sendo formado", completa Andrea.
No encontro com os parceiros também foi informada a chegada de mais sete agentes penitenciários a partir da próxima semana, o que vai reforçar o controle. Para as entidades presentes, o fator mais positivo foi a união dos agentes da segurança no enfrentamento ao problema. "A instalação das câmeras foi fundamental para eliminar um problema antigo e de mostrou que a união das várias entidades pode e faz a diferença na segurança de todos", destacou o presidente do Consepro, Diogo Boos. Ao final do encontro, cada participante envolvido recebeu um tijolinho de madeira, simbolizando a importância da mobilização coletiva, a partir de uma organização e demanda da comunidade hamburguense.

























