Em 5 de janeiro de 2018, o Portal Martin Behrend produziu uma reportagem na Vila Kipling, no fundão do bairro Canudos, lá junto da Avenida dos Municípios – bem próximo da ponte que nunca termina.
A vila recebeu milhões de reais para regularização fundiária, com diversos investimentos: postes de concreto de energia elétrica e fios novos; terraplenagem de ruas finalizada; sinalização de trânsito visível e recente; pavimentação, passeio público e bocas de lobo bem acabados; rede de drenagem pluvial instalada; entre outras melhorias.
Contudo, a matéria tinha outro teor: “Ruas de vila que recebeu milhões de reais para urbanização se transformam num grande lixão em Novo Hamburgo” – a matéria e as fotos de um ano atrás podem ser conferidas no link a seguir: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Um ano depois, 8 de janeiro de 2019, a reportagem voltou ao local. E, inacreditavelmente, a situação pirou. Tem mais lixo. Tem mais entulhos. Tem mais fedor. Tem mais resíduos industriais. Tem mais objetos sendo queimados. Tem rua praticamente intransitável tamanha à quantidade de lixo empilhado.
Em ruas como Assis Brasil, Roosevelt, avenida Alcântara e no prolongamento da Odon Cavalcante, o que se vê são ruas que receberam investimentos pesados transformadas em depósitos de lixo por alguns moradores
Cachorros e cavalos por ali circulam e se alimentam. O espaço é utilizado por muitos carroceiros, que residem nas ruas próximas. Tem várias carroças estacionadas por lá. Ao lado das carroças estacionadas, o Arroio Pampa. E, no meio do curso do arroio, está encalhada uma vistosa poltrona arremessada por algum ser humano. Sim, um sofá está atravessado no leito do Arroio Pampa.
A Vila Kipling recebeu dinheiro público. Que poderia ir para outras áreas, mas foi utilizada para regularização fundiária, para trazer mais dignidade aos moradores. Para levar ruas pavimentadas, vias sem alagamentos, com passeio público e iluminação de qualidade. Tudo isso está sendo sufocado por lixo. Muito lixo. E fede muito.
Foi uma vila entregue brilhando. E a população, por absoluta falta de educação, respeito e conhecimento, transformou num recanto tomado pela podridão. O que fazer? Na matéria realizada há algum ano, foram apontadas algumas alternativas – a principal delas, tentar educar as pessoas. Mas parece que não deu bem certo.
É um lugar de Novo Hamburgo que poderia se chamar desânimo e desesperança.
PS: Detalhe – Tem moradores das proximidades que cuidam de suas casas e terrenos. Cortam grama, tem lixeiras cuidadas, casas pintadas, etc. Infelizmente, estão cercados por esse ambiente degradante.
CONFIRA A SEGUIR ALGUMAS FOTOS PRODUZIDAS NESTA TERÇA-FEIRA
