Um ano depois: vinda de empresa para Novo Hamburgo com 600 empregos segue uma incógnita

Em outubro do ano passado, deputado estadual informou que empresa iria instalar operação no município

Em outubro do ano passado, o deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos) concedeu entrevista para o apresentador da Rádio ABC 103.3, Anderson Dilkin.

Durante a sua fala, o deputado informou:

“Vou te dar em primeira mão, Anderson. Hoje é sexta-feira. Sexta-feira que vem eu estarei com nosso prefeito eleito (Gustavo Finck) no interior do Estado do Rio Grande do Sul numa das maiores empresas geradoras de empregos e renda, também uma das empresas que mais fatura impostos… para anunciar a ida de uma unidade dessa empresa, uma das maiores empresas do Estado, vai instalar uma unidade em Novo Hamburgo… Para anunciar na sexta-feira que vem, Anderson, talvez já possamos anunciar para ti, a vinda de uma grande empresa que vai gerar 600 empregos diretos, com investimento de mais de R$ 100 milhões em Novo Hamburgo”.

Um ano depois, a empresa, os 600 empregos diretos e os mais de R$ 100 milhões de investimentos são uma incógnita.

A reportagem apurou que seria uma grande fabricante de móveis, com matriz no Rio Grande do Sul, que poderia abrir uma operação em Novo Hamburgo. Contudo, um ano após a entrevista e do provável anúncio, não se tem qualquer confirmação desse investimento no município.

POSICIONAMENTOS

O Portal Martin Behrend procurou o deputado Zucco, que fez o anúncio na Rádio ABC. Através de sua assessoria, foi informado que o parlamentar apenas aproximou o município e a empresa. Ele não ficou responsável pela efetivação do negócio. Conforme apurado pela reportagem, o deputado não tem conhecimento se a empresa virá para Novo Hamburgo. Ele indicou a Prefeitura como a fonte a se posicionar sobre esse tema.

A Prefeitura de Novo Hamburgo também foi procurada pelo Portal. Foi enviado o seguinte posicionamento: “Ainda não temos informações consolidadas sobre esse ponto, mas estamos à disposição para acompanhar eventuais atualizações.”

INVEST NH

Após um ano de indefinição, fica a expectativa para que essa empresa possa ser anunciada a partir de um projeto aprovado na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, na semana passada: o Invest NH.

Sobre o programa Invest NH, a proposta da Prefeitura cria a possibilidade de incentivos fiscais e a concessão de outros benefícios para facilitar a ampliação de empresas locais, atrair a instalação de novos negócios e fomentar a geração de empregos. Aprovado por 11 votos a 2, o texto retornou às mãos do prefeito Gustavo Finck (PP) para ser transformado em lei. Assim que publicado, o Executivo terá 60 dias para regulamentá-lo.

Para fazer parte do Invest NH, a empresa deverá ter sede no município, assumir a obrigação de manter atividades na cidade por pelo menos cinco anos, estar em conformidade com normas ambientais, trabalhistas e tributárias, manter regularidade fiscal, estar inserida em setores estratégicos definidos pelo Executivo e apresentar projeto que demonstre viabilidade econômica, impacto na geração de empregos e compromisso com a inovação.

Os benefícios listados pelo PLC nº 22/2025 incluem vantagens tributárias, administrativas e financeiras, além de apoios estruturais e de capacitação profissional. Os incentivos tributários, que dependerão de aprovação específica da Câmara, englobam descontos de ITBI, IPTU e ISSQN, além de isenções das taxas de licenciamento e regularização. Na área administrativa, há previsão de apoio técnico para a obtenção de alvarás, redução de prazos e prioridade na tramitação de processos.

Entre os incentivos financeiros e econômicos estão a facilitação do acesso a linhas de crédito; subsídios voltados à inovação, pesquisa, desenvolvimento, modernização tecnológica, qualificação de pessoal e sustentabilidade ambiental; e a concessão de subvenções econômicas ou restituições de investimentos atrelada aos ganhos de ICMS proporcionados pelo empreendimento.

No apoio estrutural e logístico, o PLC estabelece ações como o custeio de até um ano de aluguel para a implantação ou expansão da empresa; transporte de maquinários; doações e cessões de bens públicos (mediante autorização da Câmara); melhorias em ruas, saneamento básico e redes de energia elétrica e telecomunicações; e a criação de distritos industriais e tecnológicos.

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