Trigêmeas nascem na véspera dos 76 anos do Hospital Municipal de Novo Hamburgo

Felicidade e emoção em dose tripla no Hospital Municipal de Novo Hamburgo.

Nesta terça-feira (31), nasceram as trigêmeas Sophia, Alice e Luiza, filhas de Gabriela Antunes de Oliveira, 26 anos, e Rafael Saraiva, 30.

As crianças chegaram com 33 semanas e 6 dias cheias de saúde e cuidados da equipe composta pelas obstetras Renata Livi Ramos e Julia Maria Rodrigues, pelas pediatras Deise Sabrina Tebaldi e Scheila Momberger, além da residente em pediatria Maria Andreia Barbosa, enfermeiros, técnicos e doutorandos.

Este nascimento acontece na véspera do Hospital Municipal completar 76 anos.

A casa de saúde foi inaugurada em 1º de novembro de 1947 com o nome de Hospital Operário Darcy Vargas – a matéria a seguir registra o aniversário de 70 anos, resgatando a notícia da inauguração em 1947: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…

CUIDADOS

Em relação ao nascimento das trigêmeas, nas últimas duas semanas Gabriela permaneceu internada a cuidado da equipe de rotina coordenada pelo médico João Edgar Bohn Filho. “Com certeza o monitoramento e a atenção que essa equipe nos deu garantiu o parto tranquilo que a Gabriela teve”, comentou Rafael.

Hoje pela manhã, a bolsa estourou. Sophia foi a primeira a chegar, às 11h31, com 2,564 quilos e 46 centímetros. Um minuto depois, às 11h32, chegava Alice com 2,120 quilos e também 46 centímetros. A caçula Luiza chegou às 11h33, com 2,376 quilos, 46 centímetros e veio empelicada (quando um bebê nasce envolvido pelo saco amniótico) para alegria da equipe.

AGORA, SETE FILHOS

O casal tem mais quatro filhos: Alexia de 10 anos – que é filha de Rafael -, Isis de 7 anos, Elisa de 4 e Gael de 3. Ela soube que estava grávida de trigêmeos quando esteve visitando o marido internado no hospital. “Ele havia sido operado e quando fui vê-lo passei mal. Fiz exame e descobrimos que eram três. A partir daí não pude mais trabalhar e ele, quando saiu do hospital com uma bolsa de colostomia, também teve que sair do emprego”, conta ela que se desesperou ao saber da gestação trigemelar. Saí e chorei sentada no banco do pátio do hospital. Nessa hora uma mulher chegou chorando porque havia perdido um bebê e aí me dei conta da bênção que eu estava recebendo. A partir daquela hora só agradeci e rezei para que minhas filhas chegassem bem. “Se Deus me mandou três é porque terei condições de criá-las.”

Vítimas dos alagamentos na última cheia, Rafael e Gabriela necessitam de ajuda para sustentar os filhos e ainda mobiliar a casa. “Estamos preocupados em como manter as crianças com fraldas, roupas, leite, enfim, tudo. Estou trabalhando com lanches feitos em casa, mas não basta. O que temos certeza é de que amor não vai faltar”, completa o pai que ainda tem pela frente uma operação para reverter a colostomia.

Doações à família podem ser entregues diretamente na Rua Itati, 172, bairro Santo Afonso.

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