“Ainda bem que a mulher abordada não se feriu gravemente”. “Quem sabe, se ficar preso, não vai ser melhor.” “Ele tinha ficado alguns anos sem usar (drogas), mas a recaída veio forte.” “Deus sabe tudo o que fizemos por ele.”
As frases acima foram pronunciadas por Semilda Melher dos Santos, a Tita. Vereadora de Novo Hamburgo pelo PSDB, ela atendeu a reportagem do Portal Martin Behrend, nesta segunda-feira (11).
A pauta: a prisão de Eduardo Pauly, 33 anos, filho caçula de Tita.
TENTATIVA DE ROUBO
Na manhã de hoje, a Guarda Municipal recebeu um chamado em razão de moradores estarem imobilizando um homem por tentativa de roubo de veículo.
Segundo apurado pela reportagem, Pauly abordou uma mulher com uma faca de serrinha, na Avenida Pedro Adams Filho. Ele queria roubar o carro. Como teve dificuldades na ação, acabou fugindo com a faca e a chave. Ele veio a ser imobilizado na Rua Adolfo Jaeger, a cerca de dois quarteirões do local da abordagem.
O Grupamento e Escolta e Segurança com Motos (GESCOM) foi acionado pela base da Guarda Municipal, e efetuou a prisão do homem. Em seguida, mais viaturas vieram dar o suporte e encaminharam Pauly para a Central de Polícia.
Trêmulo e bastante magro, ele estava algemado do lado externo da delegacia enquanto a ocorrência estava sendo registrada.
DESABAFO
A prisão de Eduardo Pauly, o caçula de Tita, é mais um capítulo na luta da família da vereadora contra a dependência química do filho. O primogênito da vereadora atua com um comércio/prestação de serviço no bairro Primavera. Já a filha, formada em Direito, trabalha em Porto Alegre no governo estadual. “Quando ele tinha 13 pra 14 anos, passou em primeiro lugar para estudar num colégio agrícola em Viamão. E foi por lá que ele entrou no mundo das drogas”, conta.
O envolvimento da da família para livrar o filho da dependência química vem de mais de uma década. Neste tempo, houve internação para se livrar do vício, um período superior a cinco anos de trégua, mas a recaída veio forte. Ele já tinha outras situações envolvendo a área policial.
Ele estava sumido há alguns dias de casa, e Tita chegou a ser ameaçada, inclusive em rede social, por um parceiro do filho, que estaria exigindo favores. “É muito triste. Trabalho com isso, dou suporte a muitas famílias que passam por esse problema. Agora, a pessoa precisa querer se ajudar. Isso é fundamental. É triste demais para uma mãe”, desabafa.
Tita comentou que, nos últimos tempos, torcia para que seu filho não machucasse ninguém. “Por saber o que passo, acabo fortalecida para ajudar os outros”, finalizou.
