Desde que o Portal Martin Behrend divulgou, em 15 de janeiro, a reportagem “Prepare o bolso: tarifa da Comusa será reajustada em 25,5%”, uma onda de indignação e manifestações tomou conta de redes sociais e de matérias em veículos de comunicação.
A insatisfação é grande com o “Tarifaço da água” em Novo Hamburgo.
Com a cidade em estado de calamidade pública prorrogado, em decreto assinado pelo prefeito Gustavo Finck, a população não aceita arcar com o reajuste anunciado de 25,5%.
Uma segunda reportagem do Portal Martin destacou uma situação pontual no município: um duplo impacto para os moradores do bairro Roselêndia em razão do tratamento de esgoto: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
MENSAGENS
O Portal Martin Behrend fez uma seleção de mensagens de hamburguenses que chegaram e seguem chegando via e-mail, WhatsApp e nas redes sociais, registrando a insatisfação com o reajuste anunciado.
“Que tire esse valor do IPTU! O prefeito foi contra o IPTU, mas agora quer se aproveitar do aumento. Quer ficar com o aumento do IPTU e ainda aplicar o tarifaço. Que ele pegue esse valor a mais do IPTU e pague essa conta”.
“Essa situação realmente impacta nas finanças dos moradores do bairro Roselândia. Eu queria mais transparência da Comusa em relação ao real funcionamento dessa estação de tratamento.”
“A minha conta aumentou mais de 100%, e ficará pior em fevereiro com o reajuste.”
“Absurdo esta cobrança.”
“Tá um absurdo mesmo, aumentou demais.”
“Minha conta que chegou ontem, absurdo!”
“Tinha esperança que com o novo prefeito fosse melhorar, mas parece que vai ficar pior!”
“Uma vergonha, perdi tudo na enchente e agora pagar um valor absurdo desses!”
“Quero ver as planilhas, este aumento pode ser parcelado em cinco anos! Querem adiantamento nos resultados financeiros!!”
“Onde estava a equipe de transição da atual gestão que não viu isso e não tomou providências… Absurdo isso…”
“Até quando o povo vai pagar pela incompetência dos gestores?”
“Depois de um aumento de IPTU de 300%, agora um aumento de 25% na água? Onde vamos parar? Onde estão os benefícios destas arrecadações absurdas?”
“Meu Deus! Iniciou o ano e sobe tudo. Temos que pagar os luxos dos outros, assim e fácil”.
“Pesaram a mão neste aumento.”
“Tá louco!! Já estamos pagando uma taxa de esgoto que levou a conta de água lá em cima, ainda teremos aumento da taxa da água!!??
“Essa é a nova política para atrair empresas?”
“Fui procurado por empresários em razão dos impactos nas empresas.”
“Isso é uma verdadeira vergonha.”
“Engraçado, na campanha ninguém falou desse reajuste. Tiram o eleitor para palhaço. Depois reclamam das abstenções”.
O CASO
O Conselho Superior da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS) aprovou a revisão tarifária de 25,52% na tarifa da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, a partir de 2025, com validade de cinco anos.
A revisão passa a valer a partir do dia 1º de fevereiro de 2025.
De acordo com a agência, o objetivo é garantir os investimentos necessários para que a Comusa alcance as metas estipuladas no Marco Regulatório do Saneamento de 2033, com universalização do tratamento de esgoto e água.
OUTRO ÍNDICE
A gestão anterior da Comusa defendeu o reajuste de 8,5%. Segundo fontes que atuaram e/ou atuam na Comusa consultadas pelo Portal Martin Behrend, esse índice de 8,5% não seria suficiente para fazer frente aos investimentos dos próximos cinco anos.
Contudo, indicam os especialistas, não há a necessidade de aplicar um índice tão severo neste ano, pois existem outras alternativas para esse cálculo. Desde a negociação de precatórios, recursos no caixa da Prefeitura (a comunidade já está pagando um IPTU mais caro) ou um reajuste escalonado, já que em cinco anos muitas alterações acontecem.
NOTA DA COMUSA
Na semana passada, a diretoria da Comusa divulgou uma nota:
“Ao longo desta semana, a Comusa e a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS) devem desenvolver uma dupla diligência com relação aos cálculos tarifários. O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck, solicitou à direção da companhia hamburguense alternativas para a implementação do reajuste.
De acordo com o diretor-geral da Comusa, Paulo Kopschina, os esforços estarão concentrados em minimizar impactos aos cidadãos do Município.”
