O tarifaço da água em Novo Hamburgo está mantido: 25,5%.
A novidade é que ele será diluído ao longo do ano de 2025.
Após uma enxurrada de críticas e de indignação da comunidade hamburguense pela falta de atuação prévia do governo do prefeito Gustavo Finck (PP). a gestão buscou uma alternativa para diluir os impactos na conta dos milhares de clientes da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo.
Na primeira reunião do ano, realizada nesta sexta-feira (21), o Conselho Deliberativo da Comusa aprovou, por unanimidade, um escalonamento no reajuste de 25,52% da revisão tarifária da autarquia, que começará a ser implementado ainda neste mês.
COMO FICA O TARIFAÇO
O aumento será dividido em três etapas, sempre incidindo sobre o valor principal: 10% em março, 10% em julho e 5,52% em dezembro.
Todos os percentuais terão como base o valor original, sem incidência acumulativa acima dos 25,52%.
O escalonamento foi proposto pelo prefeito e apresentado ao conselho pela secretária de Gestão, Governança e Desburocratização (SMGGD), Andrea Schneider Paschoal, que também preside o Conselho Deliberativo da Comusa. Após deliberação, o colegiado aprovou a proposta do Executivo. “Acreditamos que, por meio dessas ações, conseguiremos alcançar equilíbrio financeiro e manter a qualidade na prestação de serviços”, declarou Andrea Schneider.
O reajuste de 25,52% foi determinado pela Agesan-RS, conforme resolução publicada no final de dezembro de 2024. Segundo a Comusa, o novo cálculo tarifário leva em conta os investimentos necessários para a universalização do tratamento de água e esgoto na cidade, além da dívida da autarquia com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que vem sendo paga há alguns anos após decisão judicial.
Participaram da reunião o diretor-geral da autarquia, Paulo Kopschina; todos os membros titulares do Conselho Deliberativo da Comusa – Marcio Jung, Nelson Koch, Carlos Eduardo Kranz e Maicon Shaab –; o diretor Administrativo-Financeiro, Emilio Kerber; a coordenadora financeira interina, Dilce Janete Soares; e a assessora de expediente, Maria Aparecida Cidade.
OUTRA PROPOSTA
No ano passado, o Conselho Deliberativo da Comusa – formado por indicados do governo da prefeita Fátima Daudt – havia indicado para a Agesan-RS, ainda em outubro, aplicar um reajuste de 8,5%. A sugestão era busca recursos em outras fontes para pagar os precatórios devidos para a Corsan – por exemplo, do reajuste do IPTU. A análise feita pela formação anterior do Conselho é que repassar outro índice impactaria muito na vida dos hamburguenses.,
Contudo, no período de transição, o atual governo não atuou com protagonismo para impedir os 25,5%, que acabaram sendo chancelados pela agência.
CRÍTICAS
Mesmo com o escalonamento, muitos hamburguenses seguem inconformados. Na postagem sobre o escalonamento, foram publicadas muitas críticas ao tarifaço. Abaixo algumas das mensagens:
“A Comusa dá lucro? Se já está dando lucro e é um órgão público por que precisa de reajuste? Falou que vai gerar economia de 24 milhões!!! Isso não é economia é lucro em cima do consumidor.”
“Sério que colocaram as palavras ‘aumento’ e ‘equilíbrio financeiro’ no mesmo vídeo?”
“A minha conta de água subiu mais de 30 por cento.”
“Abuso. Absurdo. Que trabalhador está tendo reajuste parecido em suas rendas?”
“Qual a diferença se no final vamos pagar esse aumento de 25,5%?”
“Que roubo, minha conta de água esse mês de fevereiro veio três vezes mais do que sempre vem.”
“Engraçado. Na nossa conta já veio esse aumento. E agora? Vão devolver?”
“Isso quer dizer que não fizeram nada? Se ainda assim vão cobrar, não fizeram nada.”
“Isso é um verdadeiro assalto na cara dura.”
