Apenas 3% das pessoas estão prontas para comprar um produto ou uma
marca. É preciso entender o nível de interesse delas, para se relacionar
nos canais certos e influenciar a decisão de compra mais cedo, e aproveitar os
outros 97%.
Este é um dos dados apresentados pelos
palestrantes do evento Marketing & Vendas.
O encontro foi realizado sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI), na manhã desta
sexta-feira (15).
Régis Ely, CEO da Empatia Marketing, de Sapiranga, e Semira Martins e
Vanessa Sychoski, diretoras da SMT Gestão Criativa, de Novo Hamburgo, enfatizaram que uma das
estratégias possíveis é o marketing de performance, que
permite estratégias mais baratas e ágeis, com melhor poder de segmentação e
análise de dados em tempo real.
JORNADAS
Conforme Régis, estrategista de marketing digital, não existe mais um
jeito linear de comprar, e os usuários
passam por muitas jornadas e canais (seis, em média) antes de finalizar a
compra. Por isso, o sucesso de
uma campanha depende da definição do objetivo,
que pode ser reconhecimento de marca, consideração e conversão.
O palestrante destaca que as vantagens
da estratégia centrada na performance
são saber exatamente onde o consumidor está, tornar a marca presente,
trazer vendas no curto prazo e mensurar cada centavo.
BRANDING
Outra ferramenta que as marcas podem
utilizar é o branding, conjunto de ações que constrói reconhecimento de marca,
aumenta a lealdade do consumidor, atrai talentos para trabalhar na empresa, gera
transformações sociais e de impacto e cria consistência e relevância
de marca. Para trabalhar o
branding nas empresas, Semira
e Vanessa sugerem utilizar estratégias que se baseiam pelo funil de
marca: conhecimento, consideração e preferência. Ou, então, pela presença de
marca, como alcance, frequência e consistência.
MELHOR OPÇÃO
A chave do sucesso – de acordo com Vanessa e Semira – é equilibrar e misturar as
estratégias, conciliando publicidade, informação e entretenimento. Porém, não se
pode enxergar o resultado do branding com as mesmas métricas que são usadas para
as vendas.
Para empresas com orçamentos mais
robustos, as especialistas da SMT recomendam investimento em pesquisa, como a BHT – Brand Health
Tracking. Feita por um instituto, traz muitos dados que repercutem e norteiam diferentes
áreas, como marca, marketing, vendas e atendimento.
Para pequenos negócios, as
dicas de mensuração da marca são pesquisa quantitativa (via formulário com
própria base de clientes), pesquisa qualitativa (entrevista individual, roteirizada, com clientes
A), Net Promotor Store (NPS), em que a pergunta principal é De 0
a 10, quanto você recomenda a marca?, e CSAT, pesquisa de satisfação que trabalha a própria base e
pode ser feita anualmente. “Com elas, é possível obter uma
fotografia do que trabalhar e em quais objetivos e caminhos deve se concentrar
o trabalho de marca, venda, produto e atendimento”, destacam.
