Sindilojas-NH leva à prefeita pauta sobre Faixa Nobre, troca de feriados, redução de impostos, ambulantes e segurança pública

A prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt (PSDB), recebeu
nesta quinta-feira em seu gabinete o presidente do Sindilojas-NH, Remi
Scheffler, e a vice-presidente, Nelci Horst da Silva.
No encontro, os líderes
empresariais deram boas vindas à chefe do Executivo hamburguense e apresentaram
uma pauta de sugestões voltada ao desenvolvimento econômico, com o foco no
comércio. “É importante ter este relacionamento com que está no comando da Prefeitura”,
disse o presidente. “Estamos numa via de duas mãos e o sucesso de um vai
depender do esforço do outro”, acrescentou, relacionando o poder público com o
segmento empresarial.

Uma das novidades do encontro diz respeito à posição do
Sindilojas em relação ao feriado de 5 de abril, quando em 2017 serão
comemorados 90 anos de emancipação política de Novo Hamburgo. O Sindilojas,
diferentemente dos últimos anos, não fará campanha para alterar o feriado, que
será numa quarta-feira.
O principal argumento é a data – 90 anos – e a
importância de valorizar a história do município.

Remi e Nelci reiteraram a necessidade de parcerias como
forma de alavancar os negócios em Novo Hamburgo, o que vai refletir na geração
de renda, empregos e, também, tributos para o Município. “Usando uma expressão
da própria prefeita durante a campanha, precisamos fazer a economia pulsar”,
exemplificou Scheffler. O líder lojista lembrou o encontro que teve no ano
passado, logo após as eleições que confirmaram a vitória de Fatima, quando a
entidade entregou uma pauta de reivindicações. “Estamos reiterando aqueles
pedidos, porém com mais embasamento em alguns itens”, lembrou. Um deles,
refere-se à segurança. Pesquisa contratada pelo Sindilojas e divulgada esta
semana revela que esta é a maior preocupação do segmento varejista. Também é
campanha do Sindilojas desde 2010 a modernização da Faixa Nobre, o
estacionamento rotativo de Novo Hamburgo. “Ele precisa funcionar para cumprir o
seu papel”, concluiu.

Sobre as demandas, a prefeita confirmou que o diretor da
Comur, Joel Gross, já faz avaliação do sistema por parquímetros, para chegar ao
melhor modelo. Quanto à segurança, falou do trabalho estratégico do secretário
da pasta, Roberto Jungthon, que está tomando conhecimento da estrutura da
Guarda Municipal e já conversa com as demais forças, como Brigada Militar e
Polícia Civil. Sobre os impostos, diz que a Prefeitura passa por diagnóstico
financeiro e que só depois de ter os números em mãos poderá ver se é possível a
redução.

A seguir, a pauta de sugestões entregue à prefeita Fátima
Daudt:

a) Redução do ISSQN – O
segmento foi diretamente atingido por uma lei municipal que aumentou de 2% para
3% o ISSQN de alguns setores, onerando os negócios. É urgente que se faça uma
nova lei e apresente à Câmara de Vereadores, propondo a revogação imediata
neste aumento.

b) Fomento às vendas – É
assustador o número de lojas que fecharam as portas nos últimos meses, reflexo
da crise econômica que atingiu o Brasil. No entanto, não podemos esperar que as
coisas melhorem para salvar nosso setor. Os empresários que se mantém ativos
precisam de uma atenção, especialmente com ações que possam impulsionar as
vendas, manter ou gerar novos empregos e arrecadar tributos. É necessários que
se incentive o comércio com programações nas datas comemorativas. Parceria da
Prefeitura com as entidades pode ser fundamental.

c) Ação dos flanelinhas – Precisamos
que a lei que proíbe a ação dos flanelinhas seja aplicada com rigor. Os
guardadores acabam intimidando os consumidores, que se afastam de alguns
pontos. A criação da lei foi uma vitória da sociedade, mas de nada adianta se
não for aplicada todos os dias.

d) Comércio de ambulantes – Nas
esquinas e nas calçadas se encontra os mais variados tipos de produtos,
inclusive piratas, que são comercializados por ambulantes, que não movimentam a
economia e ainda afetam diretamente quem tem estabelecimento legalmente
instalados. E necessário que se faça uma fiscalização permanente.

e) Faixa Nobre – O sistema
atual é obsoleto e em nada acompanha a modernidade. Certamente, com a
instalação de parquímetros, este problema poderia ser minimizado e os fiscais
que hoje transitam pela cidade poderiam ser destinados para outros serviços
públicos. Os parquímetros ainda possibilitam o uso fracionado do
estacionamento, e não de hora em hora, como é hoje. Vai democratizar ainda mais
o estacionamento nas áreas atendidas pelo serviço.

f) Segurança Pública – Nos
anos 1980 e 1990, a segurança pública teve importante reforço da comunidade,
que repassava recursos para o Consepro, que adquiria equipamentos, veículos e
até construía postos da Brigada Militar. Isso se perdeu. Defendemos a volta do
apoio incondicional ao Consepro, que poderá ser um importante aliado, vindo ao
encontro de outros movimentos, como o #PAZ, de tão importantes resultados. A
Faixa Nobre, enxuta e rentável, poderia auxiliar no financiamento destes
auxílios.

g) Atenção ao Corpo de
Bombeiros –
Mesmo sabendo que é obrigação do Estado a manutenção do Corpo de
Bombeiros, entendemos que é hora do Município “adotar” de vez a corporação em
Novo Hamburgo. Tanto do ponto de vista do combate a incêndios, quanto do
desenvolvimento econômico. Precisamos lutar por pelo menos mais dois batalhões,
um na região de Canudos e outro no bairro Primavera, melhorando o
tempo-resposta nas ocorrências. Também é preciso aparelhar os bombeiros com
recursos humanos, de formas que se consiga agilizar a liberação de PPCIS, o que
impacta diretamente na geração de emprego e renda.

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