Sindicato dos Jornalistas repudia discriminação e censura aplicadas pela Prefeitura de Novo Hamburgo

Estamos no ano de 2016 e ainda existem governos aplicando censura e discriminação. É o caso da atual administração de Novo Hamburgo, liderada pelas siglas PT-PDT-PTB-PCdoB.

O governo do prefeito Luis Lauermann (PT) e do vice-prefeito Roque Serpa (PTB) pratica, desde 2014, a censura e a discriminação com o jornalista Martin Behrend. As práticas e as posturas remetem a ditaduras e a governos fascistas, que perseguem e torturam aqueles que não dizem Amém para tudo.

Sempre aberto ao diálogo, o jornalista Martin Behrend teve reuniões, enviou dezenas de e-mails, buscou o diálogo, mas o que foi encontrando pela frente foi mais discriminação, preconceito e censura. Todo esforço para dialogar foi em vão. O responsável por articular a mordaça é o professor de História e diretor de Comunicação da Prefeitura, Ibanês Mariano – que não é jornalista e foi contemplado com o cargo após o PT perder as eleições em São Leopoldo. À frente de uma equipe de jornalistas e estagiários de Jornalismo que acatam e praticam suas decisões, ele coordena as ações para sufocar o trabalho do jornalista Martin Behrend.

Desde 2014, algumas situações ocorrem com visível prejuízo e transtornos ao jornalista Martin Behrend, que sofre com a censura e a discriminação praticadas pelo governo liderado pelo PT.


– O jornalista Martin Behrend foi excluído do mailing da Prefeitura. Não recebe os releases oficiais da administração.

– O jornalista Martin Behrend não recebe os convites para inaugurações ou coletivas de imprensa da Prefeitura.

– O jornalista Martin Behrend não recebe retorno de pautas da Prefeitura, enquanto outros veículos de comunicação são contemplados com respostas para as mesmas pautas.

– O jornalista e cidadão Martin Behrend encaminhou dois protocolos oficiais na Prefeitura solicitando esclarecimentos dos motivos da censura e discriminação. Protocolo 320396, de 30 de junho de 2015; e Protocolo 357126, de 12 de janeiro de 2016. Não obteve respostas. São oito meses de espera.

– O jornalista Martin Behrend tenta, desde 2014, entrevistar o prefeito Luis Lauermann, mas nunca foi recebido.

– O jornalista Martin Behrend foi barrado e teve a porta fechada na sua cara numa coletiva de imprensa para falar de novidades da Guarda Municipal – situação registrada no link http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=771.

– O jornalista Martin Behrend precisou criar uma rede “clandestina” de recebimento de informações da Prefeitura, com jornalistas repassando informações ao colega sem se identificarem a fim de evitar novas represálias.


Levei essa situação ao conhecimento do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul. O presidente da entidade, Milton Simas, entrou em contato com a administração para entender o que está acontecendo. Após esse fato, entrevistei o dirigente para que a sociedade pudesse compreender a dimensão do que está acontecendo em Novo Hamburgo. Confira a seguir a entrevista:



O Sindicato dos Jornalistas repudia esse comportamento adotado pela administração do PT em Novo Hamburgo, censurando e discriminando o jornalista Martin Behrend? Repudiamos qualquer tipo de comportamento e/ou postura de censura, independentemente de partido. Defendemos a liberdade de expressão e um órgão público (Executivo, Legislativo ou Judiciário) deve primar pela transparência e disponibilizar as informações e/ou ações de sua gestão aos órgãos de comunicação.


Excluir um jornalista do mailing, não convidá-lo para entrevistas e coletivas de imprensa, impedir de participar de uma coletiva de imprensa e não responder seus questionamentos são comportamentos adequados de um governo que se apresenta como democrático e popular? Com certeza não. Tal postura não dialoga com democracia.


Pesquisas e índices indicam que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa estão diretamente ligada a mais ou menos desenvolvimento – mais liberdades, mais desenvolvimento; menos liberdades, menos desenvolvimento. Censura rima com ditaduras e subdesenvolvimento. Como mudar esse quadro? Como já afirmei, nossa entidade luta pela liberdade de expressão e de manifestação. Nosso Sindicato vai condenar ou criticar tais posturas, repudiando e apontando o caminho da livre iniciativa de pensamento e opinião. Nem sempre quem está do outro lado do balcão tem o mesmo pensamento do que a gente, por isso que o diálogo e o argumento são princípios para se superar qualquer diferença, mas adotar a postura de cercear o acesso à informação é lamentável.



Qual o papel do Sindicato dos Jornalistas para impedir censura, abusos e discriminação de profissionais da comunicação, que infelizmente seguem tendo de conviver com medidas que buscam restringir as liberdades de imprensa e de expressão? O caso aí de Novo Hamburgo é o primeiro que chega até a gente, pelo menos na atual gestão (2013-2016). Reafirmo nossos princípios de liberdade e aproveito para citar parte do capítulo 1 do Código de Ética dos Jornalistas, que diz o seguinte:


Capítulo I – Do direito à informação

Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.

Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:

I – A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas.

Atualmente, trabalho como editor do Blog Martin Behrend, apresentador da Rádio União e sócio da Doppel Assessoria e Negócios. Meu trabalho é pautado pelos princípios básicos do Jornalismo. Não trabalho para partidos ou siglas. Pauto minha atuação pelo compromisso de informar e a motivação pela profissão que escolhi. Trabalho por acreditar que o Jornalismo é ferramenta fundamental e decisiva para termos uma cidade, um Estado e um país melhores.

A transformação que o Brasil tanto necessita passa, também, pelo Jornalismo bem praticado. Independente. Ético. Livre. Embora existam rascunhos de ditadores e torturadores por aí, a censura e a discriminação perdem força. Que bom. O Jornalismo vencerá.

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