Servidores da saúde pedem socorro e decidem na segunda-feira se aceitam proposta da Prefeitura

Os servidores na área da saúde de Novo Hamburgo estão
pedindo socorro. Ontem, cerca de 150 servidores caminharam pelas ruas do
município em protesto que se encerrou no Centro Administrativo Leopoldo Petry.
Na
pauta de reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores dos Hospitais, Casas
de Saúde e Massagistas de Novo Hamburgo (SindisaúdeNH), está o reajuste
salarial de 11,6% e a exigência para que o município observe cláusulas sociais
que estão prejudicando os trabalhadores e desqualificando o serviço.

O presidente do SindisaúdeNH, Jadir Peixoto Goularte, destaca
que a valorização salarial é importante, mas é fundamental que a Secretaria
Municipal da Saúde (SMS) observe outras questões. “Estamos solicitando mais
segurança nos postos com atendimento 24 horas. A Guarda Municipal nem sempre
atua. Isso fragiliza o atendimento e expõe os trabalhadores”, destaca Jadir.
Ele cita que outras questões internas, envolvendo condições de trabalho e
burocracia interna que prejudicam os servidores, também precisam ser atendidas.
“Tivemos uma sinalização positiva do secretário Rodrigo Pacheco de Lima de que
a Prefeitura vai atender as cláusulas sociais”, informa Goularte.

Segundo o SindisaúdeNH, cerca de 1,9 mil trabalhadores estão vinculados
à Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo e SMS, sendo afetados por estas
definições.
Na segunda-feira (25), os servidores terão assembleia geral na sede
da entidade, a partir das 19h30, para definir se aceitam a proposta da
Prefeitura ou se os protestos seguirão, inclusive com risco de paralisação
parcial das atividades. “Aproveito o momento para pedir desculpas à comunidade
por algum desgaste no trânsito, no final da tarde de ontem. Mas estamos lutando
por mais qualidade no atendimento dos hamburguenses”, destaca o presidente.

Ainda ontem, a Prefeitura de Novo Hamburgo se manifestou
através de nota oficial:

“Em nova reunião com o Sindicato dos Trabalhadores dos
Hospitais, Casas de Saúde e Massagistas de Novo Hamburgo, a Fundação de Saúde
Pública (FSNH) reafirmou o diálogo com os representantes das categorias. O
encontro encaminhou a proposta de reajuste salarial, que deve ficar com o
reajuste de 8,5%, pago em duas vezes. A primeira de 4% retroativo desde a data
base, em maio, e outros 4,50% em dezembro. Além disso, está configurado grupo
de trabalho e diálogo para levar as demandas dos profissionais em relação aos
processos de trabalho e analisar outras situações. Atualmente, tanto o salário
quanto o reajuste praticados no Município são superiores aos de cidades da
região.”

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