Será que deputados e senadores seguirão patrocinando crimes e mortes? Fim do semiaberto já!

Estamos em guerra. G-U-E-R-R-A. Os números são divulgados por diferentes fontes, entidades e associações. Milhares de homicídios por ano, milhares de corpos sangrando – de todas as classes sociais – milhares de assaltos, crimes sem fim. Muito desta violência tem o patrocínio e

o estímulo de senadores e deputados federais. Eles não alteram a desconfigurada e desconectada legislação e, mais do que isso, alguns políticos se beneficiam desse contexto de conflitos e confrontos. A população está atrás das grades e a bandidagem nos encurrala.

Tudo que escrevi até agora não é novidade. Algumas expressões são lugar-comum. Mas vale reforçar: estamos em guerra. Só que no atual conflito, os bandidos estão vencendo. De goleada. As baixas do lado dos inocentes são

inúmeras. Milhares de inocentes tombam

feito moscas. E segue o patrocínio de senadores e deputados federais, que ajudam a puxar muitos gatilhos.Esta situação, contudo, pode serm alterada. Basta os parlamentares mudarem de lado e passar

a jogar a favor dos inocentes, deixando de favorecer os criminosos.

Tentando sensibilizar a classe política na Câmara dos Deputados e no Senado, o movimento #PAZNovoHamburgo estará, na próxima semana (9 e 10), com 20 representantes na capital federal, incluindo integrantes do Ministério Público, OAB-NH, ONG Brasil Sem Grades, Câmara dos Vereadores, clubes de serviços e clubes sociais e esportivos. O grupo hamburguense, que já tem conexões com movimentos em outros seis Estados brasileiros, terá intensa agenda: reuniões com diversas bancadas – ruralista, evangélica e dos políticos gaúchos –, encontro com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), entrevista com o jornalista Alexandre Garcia, da Rede Globo, entre outros compromissos. Também levarão mais de 80.000 assinaturas pedindo o fim do regime semiaberto.

Ontem, o #PAZNovoHamburgo reuniu convidados, voluntários e imprensa na Sociedade Ginástica

para reforçar sua pauta. A coordenadora do movimento, Andrea Schneider Beckenkamp, relembrou algumas das ações realizadas no primeiro ano de atuação do grupo – criado em 20 de junho de 2014 – e reforçou que o objetivo é sensibilizar os políticos sobre a necessidade de alteração do Código Penal e da Lei de Execução Penal com ênfase no cumprimento da pena, com a extinção do regime semiaberto. “Acreditamos que o aumento de tempo no regime fechado trará a diminuição da criminalidade, já que são mais anos de afastamento das ruas”, frisou.

Além do fim do regime semiaberto, o #PAZNovoHamburgo também defende outras bandeiras, como a construção de mais presídios, preparação para reinserção social de apenados, trabalho interno dentro do estabelecimento prisional e avaliação interdisciplinar para concessão do livramento condicional, por exemplo. Não é só a extinção de um regime, é pensar em alternativas.

Já ouvi argumentos: mas nem todos do semiaberto voltam a cometer crimes. É injusto com quem tem bom comportamento. Pessoal: guerra! Na guerra, é preciso adotar medidas drásticas. Guerra não se combate com água e açúcar. Guerra exige remédio amargo, medidas duras e severas. O mal maior precisa ser enfrentado.

Finalizo passando alguns números do regime semiaberto. Alguém se envergonha com isso? Alguém acha que o sistema funciona? Alguém aceita isso? A quem beneficia esse sistema falido, quebrado, assassino! Repasso os números:

– De cada 1000 presos no RS, após 10 meses, só ficam 150. 85% dos presos do semiaberto fogem.

– Por ano, são de 3 a 4 mil presos foragidos do semiaberto no Estado.

– O apenado, no Brasil, só cumpre 1/6 da pena no regime fechado e já volta às ruas.

– A reincidência no Brasil é uma das mais altas no mundo: 70%.

– As fugas no regime semiaberto chegam a 60% da população carcerária.

– A cada 10 minutos, uma pessoa é assassinada no país – e muitos crimes são cometidos por foragidos do semiaberto. Tem casos de foragidos que escapam da proteção do Estado, matam e voltam para dormir num presídio mantido pelo Estado.

– O Brasil é o país com maior número de homicídios do mundo. A cada 100, 13 são no Brasil.

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