Era pra ser uma
segunda-feira de festa na casa de Fábio Ronaldo Salvi, em Campo Bom.
Ele tinha marcado um churrasco festivo em sua residência e estava à
espera de um amigo de Canguçu. Estava tudo preparado para uma noite
para celebrar a amizade. Contudo, no meio do caminho não tinha a
ponte da Avenida dos Municípios. Muito menos uma sinalização
adequada.
Por volta das 20
horas desta segunda-feira, o motorista de Canguçu vinha circulando
pela escuridão da Avenida dos Municípios, no sentido Novo Hamburgo-Campo Bom.
O condutor tinha acionado o GPS e o sistema orientou a pegar o
caminho mais curto para chegar até Campo Bom. Após deixar a Estrada
da Integração Leopoldo Petry, ele ingressou na Avenida dos
Municípios. Vinha tudo bem até chegar no local onde uma ponte de
menos de 50 metros é aguardada há mais de 20 anos.
Sem sinalização
adequada no piso ou nas laterais, o motorista foi surpreendido pelo
fim do trecho. Numa reação instantânea, só deu tempo de evitar o
pior. O carro acabou perdendo o controle e despencou num barranco
junto ao Arroio Pampa. Felizmente a caminhonete é um veículo
resistente e o motorista não se feriu. O prejuízo, contudo, será
de milhares de reais. Após uma hora após o acidente, o guincho
chegou para o resgate e para retirar o veículo.
Fábio Salvi estava
num misto de vergonha e indignação. “É um absurdo a falta de
sinalização. Por sorte meu amigo escapou. Mas o risco de acidente
com gravidade é real. É inacreditável que não sinalizem melhor
esse local”, desabafou.
A Ordem de Serviço
para construir a ponte da Avenida dos Municípios foi assinada em
novembro de 2016 no Palácio Piratini. O governador José Ivo
Sartori
fez festa com lideranças do Vale do Sinos. Até um canteiro de obras
foi montado. Contudo, a obra não avançou por problemas
administrativos da empresa responsável pela obra. Enquanto ela não
normalizar sua situação, nada do projeto avançar. O Portal
registrou a assinatura da Ordem de Serviço:
http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
São mais de 20 anos
de espera. Quer por incompetência política, omissão dos
governantes ou por falta de vontade, esta ponte ainda não saiu do
papel. Prejuízos, danos ambientais, descaso. Esse é um caso
clássico de irresponsabilidade administrativa que pode matar.

























