Salve o 20 de Setembro! O dia em que começou a surgir o principal monumento de Novo Hamburgo

Foi num 20 de setembro. Mas de 1924. Há 91 anos, ocorria o lançamento da pedra fundamental daquele que se tornou o principal monumento de Novo Hamburgo, a ponto de figurar no coração da bandeira municipal.


O Monumento ao Imigrante, que hoje fica encravado no coração da Sociedade Aliança, teve o lançamento de sua pedra fundamental durante os festejos dos 100 anos da imigração alemã. A programação para celebrar a festiva data do centenário teve atividades por três dias, de 20 a 22 de setembro de 1924, e envolveu eventos em São Leopoldo e Novo Hamburgo – então, 2º distrito leopoldense.

A solenidade de lançamento da pedra fundamental do Monumento ao Imigrante em Novo Hamburgo não foi prestigiada pelo então governador, Borges de Medeiros. Quem discursou na cerimônia foi Leopoldo Petry, que viria a ser o primeiro prefeito eleito após a emancipação, em 5 de abril de 1927.

Borges chegou apenas na parte da tarde ao Centro do município para a inauguração da Exposição Municipal, que ocorria na Praça 20 de Setembro. No local, foi construído um pavilhão e, no entorno, estavam reunidas cerca de 5.000 pessoas.


Em relação ao Monumento ao Imigrante, ele foi ser inaugurado somente em 15 de novembro de 1927, quando Novo Hamburgo já se tornara independente de São Leopoldo. A torre foi erguida no primeiro lote colonizado no município.

O projeto foi elaborado pelo arquiteto Ernest Karl Ludwig Seubert, que venceu o concurso feito para escolher o autor da obra. Ele também era um imigrante: nasceu na Alemanha em 1876 e veio para o Brasil em 1913. O monumento tem forma octogonal e uma torre central de 23 metros de altura. A escadaria interior dá acesso a sacadas. Os dois últimos pavimentos formam uma cobertura.



OBSERVAÇÃO 1 – Sobre as programações publicadas nesta reportagem, são reproduções do livro “As comemorações da imigração alemã no Rio Grande do Sul”, da professora Roswithia Weber e impresso pela Editora Feevale. Já tive a oportunidade de entrevistá-la e recomendo a leitura da obra, com aspectos valiosos da nossa história.


OBSERVAÇÃO 2 – A visitação ao Monumento ao Imigrante é aberta ao público. Embora a Sociedade Aliança seja a guardião do monumento, ele é um patrimônio dos hamburguenses – e de todos brasileiros! O clube está de portas abertas para receber a comunidade, bastando confirmar os horários antecipadamente.


OBSERVAÇÃO 3 – Conferido a programação para comemoração do centenário da imigração alemã, encontrei diversas comissões formadas por hamburguenses para ajudar na organização dos eventos com três dias de duração. Na Comissão de Distribuição dos Lugares no Pavilhão, encontrei o nome de meu bisavô Hans Behrend. Um orgulho pessoal.

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