É uma ostentação da natureza. Um abuso descontrolado. Um
colorido perturbador. Novo Hamburgo foi tomada por um roxo ímpar. São os ipês
roxos que pedem passagem. Onde estão os mais belos: na Boa Saúde? Na Avenida
Victor Hugo Kunz? No pátio do Colégio Estadual Wolfram Metzler? Nas margens do
Arroio Nicolau Becker? No bairro Ideal? Ou seria no bairro Primavera? No Rio Branco tem uns tão floridos! Parecem
todos tão lindos e belos. E são.
Quem teve a feliz ideia de plantar estes ipês no passado?
Foi algum prefeito, um vereador, um secretário municipal? Merece uma pesquisa.
E que bom que seguem erguidos. Este roxo transforma Novo Hamburgo numa cidade
única. Será que cabe um concurso para se eleger o mais belo ipê roxo? Talvez
fossem cometidas injustiças. São dezenas, centenas.
O ipê roxo é nosso, com registros na América
tropical, desde o México até a Argentina. Mas no Brasil se encontra sua maior
distribuição. É uma árvore com a cara da nossa terra. Diz o hino de Novo
Hamburgo: “Praças verdes e floridas, e um céu azul, igual não há”. Está correta
a letra criada por Délcio Tavares. Novo Hamburgo está exultante, vibrante,
cheia de vida. Vida longa aos ipês roxos.
A Capital Nacional do Calçado também é a Cidade do Ipê Roxo. Que coisa mais linda!
