Rótulas no bairro Vila Rosa serão reavaliadas pela Diretoria de Trânsito

As mudanças no bairro Vila Rosa, em Novo Hamburgo, a partir
da chegada de um megaempreendimento da construtora MRV, na área do antigo
Estádio Santa Rosa, se percebem há um bom tempo. E seguem ocorrendo alterações.

Além da Praça Jardim Vila Rosa, já ocorreu o alargamento da
rua 24 de Maio, colocação de novo piso asfáltico, instalação de câmeras de
segurança, troca de encanamento, melhorias no passeio público do quarteirão do empreendimento, entre
outras contrapartidas.

Atualmente, estão sendo instaladas duas rótulas no encontro
das ruas 24 de Maio x Avaí e 24 de Maio x Visconde de São Leopoldo. Só que a
colocação das rotatórias causa preocupação em alguns comerciantes da rua. Com o
estreitamento da via em razão do novo trajeto criado pelas rótulas, vão sumir
várias vagas de estacionamento. “Esse posicionamento das rótulas já se mostrou
complicado. Tivemos acidente na semana passada. Além disso, os carros estão
passando rente ao passeio público, encostando no meio-fio”, destaca o
comerciante Felipe Henz, mostrando as marcas de pneus.

Ele destaca que entende a necessidade de se criar algum
mecanismo para reduzir a velocidade e facilitar o fluxo de veículos, mas
considera a decisão adotada inadequada. “Como ponto positivo, vemos o interesse
da Prefeitura em nos ouvir e buscar soluções. Conversamos nesta segunda-feira e
acreditamos ser possível pensar numa outra alternativa, não penalizando o
comércio da região”, completa.

O diretor da Trânsito da Prefeitura de Novo Hamburgo, Ricardo Schiavon,
esteve na rua 24 de Maio dialogando com a comunidade local. Ele explica que o
projeto da rotatória foi aprovado há alguns anos, quando a MRV e a administração
anterior discutiam a implantação do empreendimento no bairro. “Isso estava
determinado há algum tempo. Foi discutido lá atrás. Estamos simplesmente
executando o que decidiram no passado”, explica.

Schiavon destaca que as rotatórias são importantes para
reduzir a velocidade dos veículos e ordenar a circulação no local. “É um
mecanismo democrático. Vai aumentar bastante a movimentação naquele quarteirão”,
destaca. São estimadas cerca de 300 famílias – 1000 pessoas – a maios,
diariamente, passando por esta parte do bairro.

O diretor descarta a colocação de semáforo como alternativa,
já que existem sinaleiras nos cruzamentos da 24 de Maio com 11 de Junho e
Nações Unidas. Ele destaca que uma alternativa a ser estudada é a transformação
das ruas Avaí e Visconde de São Leopoldo em mão única: a Avaí somente no
sentido 24 de Maio – Centro, e a Visconde de São Leopoldo somente no sentido
Centro – 24 de Maio. “Vamos estudar. Não garantimos mudanças, até porque já
existiam definições de anos atrás”, frisa.

Também participaram do encontro desta segunda-feira o
vereador Sérgio Hanich (MDB) e engenheira da equipe da MRV.

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