Risco de árvore condenada tombar: escola especial para surdos vive tensão desde 2014 a cada temporal

ATUALIZAÇÃO DA PREFEITURA ÀS 10H25 DESTA QUARTA-FEIRA: “A Secretaria de Meio
Ambiente informa que uma equipe da Pasta esteve nesta manhã na
Escola avaliando a situação da árvore e o serviço será executado
ainda nesta quarta-feira, 26.”

ATUALIZAÇÃO DO PORTAL: O que o governo do PT não fez em três anos, o governo do PSDB fez em um mês.

A terça-feira de ventos fortes, telhados arrancados na
região e outros prejuízos foi mais um dia tenso na Escola Estadual Keli Meise
Machado, em Novo Hamburgo, localizada no bairro São José – ao lado do Colégio
Estadual Senador Alberto Pasqualini. A cada novo temporal a equipe de
servidores cria uma operação de alerta em função do risco de queda de um
eucalipto condenado.

A árvore está ao lado do terreno da escola, na Rua José Luiz
Trenz Filho, plantada no que seria o passeio público. O drama é maior pois o
educandário trabalha com surdos e mudos, ou seja, qualquer situação de retirada
emergencial dos alunos seria ainda mais dramática. É tensão pura para evitar o
pior.

A diretora da Escola Estadual Keli Meise Machado, Sandra
Baldin, está fazendo um apelo para a atual administração do município. “Em
2014, houve a queda de outra árvore ao lado da escola. Naquela oportunidade,
conversei com Defesa Civil, Bombeiros e
Secretaria do Meio Ambiente. Fui orientada a fazer um protocolo”, relata. Foram
feitos os protocolos 240094 e 240096 em 20 de março de 2014 solicitando a
retirada do eucalipto, incluindo um galho de uma árvore no pátio da escola que
ameaça cair sobre a fiação elétrica e telefônica e em uma sala de
aula. Nada foi feito no governo do ex-prefeito Luis Lauermann (PT).

Tentando evitar o pior, a diretora da escola procurou a
Prefeitura nesta nova gestão da prefeita Fátima Daudt (PSDB). Ela registrou um
novo protocolo, já que a atual equipe informou não ter localizado os
anteriores. Em 30 de março foi feito o protocolo 442819. “Pois se passou
praticamente um mês e não vieram. Ontem, um galho quebrou. Ouvimos a árvore
estalando. Tivemos de ficar em alerta para retirar os alunos das salas”,
detalha.

Ela conta que desde 2014 alguns vereadores tiveram conhecimento da
demanda, mas também não tiveram força para atender a solicitação. Ontem, ela buscou novo contato com a Defesa Civil, mas o telefone não atendeu ou estava sempre ocupado. “Neste país
percebemos que somente mortos e marginais tem garantidos seus direitos!
Professores e alunos deficientes, não tem! Acho que estão esperando que uma
criança morra para algo ser feito!!!! Isso sem contar a casa ao lado com um
idoso doente acamado que entra em pânico com qualquer vento!”, desabafa Sandra.

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