Retirada de câmeras de monitoramento devido à manutenção e licitação aumenta sensação de insegurança

Em 2017, Novo Hamburgo contava com 83 câmeras de videomonitoramento distribuídas em diversos cruzamentos do município.

No ano passado, esse número saltou para 93. Há uma previsão que, nos próximos anos, esse número pule para 150 – um dos desafios será ter servidores públicos para atuar 24 horas no controle das imagens.

Mas quantas dessas câmeras estão em funcionamento e podem ser monitoradas na central localizada na sede da Guarda Municipal? E onde estão as câmeras que foram retiradas de cruzamentos importantes do município? A central com diversas telas existe e opera na Guarda Municipal, só que não se sabe quais imagens estão chegando aos operadores.

Leitores do Portal Martin Behrend, nos últimos meses, vêm relatando um aumento na sensação de insegurança. No cruzamento das ruas Júlio de Castilhos e Bento Gonçalves, um dos mais movimentados e agitados da cidade, a câmera foi retirada há vários meses. “Esse equipamento ajuda muito na redução das pichações, assaltos a pedestres, saidinha de banco. Ainda tem toda semana o golpe do bilhete premiado. Aqui circulam muitas pessoas que usam o ponto de conexão de ônibus”, relata um empresário que trabalha nas proximidades.

Segundo esse cidadão, que pediu para não ser identificado, praticamente todo dia tem alguma ocorrência. “Os donos de comércios da Bento e Júlio de Castilhos estão sempre em alerta, pois sofrem tentativas de furto nos estabelecimentos. Entram de dois ou três e pegam produtos na mão grande.”, relata.

ACIDENTE

Em outro ponto do município, próximo da rua Paraíba, um outro leitor registrou um acidente de trânsito. Quando os envolvidos foram buscar mais detalhes da colisão, perceberam que a câmera não estava mais instalada num cruzamento. Ele telefonou para a reportagem do Portal a fim de contar o episódio. “Do que adianta anunciar a tecnologia, se não tem os aparelhos. Falaram que faz um tempo que não está mais ali”, registrou.

A reportagem do Portal Martin Behrend vem acompanhando essa situação há alguns meses. Inicialmente, foi enviado o seguinte esclarecimento pela Prefeitura:

“São duas manutenções. A fibra óptica de transmissão
de dados da câmera estava com problemas. Então, aproveitou-se para
fazer uma manutenção na câmera. Assim que restaurada a fibra e a
câmera voltar da manutenção, ele retorna ao local. Por razões
óbvias, nem demos publicidade ao fato.”

Passadas algumas semanas, com a situação se prolongando e trazendo mais inquietudes e prejuízos, foi enviado um segundo esclarecimento:

“As questões
relacionadas às câmeras de segurança do município continuam
aguardando o término do processo licitatório para aquisição e
manutenção de equipamentos. Ressaltamos que toda licitação
representa um processo que precisa obedecer a critérios previstos em
edital, dentre eles os prazos para recursos e eventuais contestações.
Dessa forma, o tempo da cada certame não pode ser precisado pelo
poder público. O número de câmeras de monitoramento e a sua
localização não serão divulgados, por questões estratégicas de
segurança.”

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