Recolhimento das podas: jogo de palavras entre Prefeitura e RGE

Há um mês, uma reportagem do Portal Martin Behrend destacou: “Galhos acumulados em esquina: dificuldades para pedestres e motoristas”.

A matéria salientou galhos secos que estavam se acumulando há várias semanas na esquina da Rua 24 de Maio com a Avenida Pedro Adams Filho, em frente ao Cemitério Evangélico.

O Portal Martin Behrend consultou a Prefeitura sobre a situação. Veio o seguinte retorno:

“A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) informa
que, neste caso a responsabilidade de recolhimento dos galhos secos é com a
concessionária RGE, que realizou a poda de uma árvore no local. A empresa está
sendo notificada e terá 48 horas para realizar a retirada, caso não ocorra
poderá ser multada.”



A matéria completa, veiculada em 4 de abril, pode ser relembrada aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

LEITORES

O problema das podas acumuladas na esquina da Rua 24 de Maio foi uma sugestão de pauta de leitores. Após a publicação do conteúdo, outros leitores também fizeram contato para saber de quem é a responsabilidade pelo recolhimento das podas de árvores.

É da Prefeitura? É da RGE? Cada caso é um caso e aí precisa avaliar?

RGE

O Portal Martin Behrend fez contato com a assessoria de imprensa da RGE para saber qual é o entendimento e a responsabilidade da concessionária sobre o recolhimento das podas. Foi enviado o seguinte posicionamento:

A RGE informa que, mesmo que a arborização urbana seja
uma responsabilidade do poder público municipal, incluindo o recolhimento dos
resíduos de poda,
quando árvores de grande porte estão muito próximas à rede
elétrica, acabam provocando interferências no fornecimento de energia, trazendo
riscos à população. Quando isso ocorre, a empresa realiza a poda de forma
emergencial.


A empresa reforça que mantém programas regulares como o
Guardião da Vida, que visa conscientizar a população sobre os cuidados no
plantio, podas e cortes de árvores, respeitando sempre uma distância segura da
rede elétrica, e o Programa Arborização + Segura, convênio firmado entre RGE e
Prefeituras, que traz como ações, levantamento, avaliação e substituição de
árvores inadequadas por espécies mais adequadas para o convívio urbano.


A empresa alerta que ninguém toque em fios partidos ou
galhos de árvores que estejam caídos sobre a rede elétrica. A orientação nesses
casos é acionar imediatamente a RGE e o corpo de bombeiros e aguardar o
atendimento.

JOGO DE PALAVRAS

A partir dos posicionamentos oficiais enviados pelas assessorias da Prefeitura e da RGE, fica estabelecido um jogo de palavras sobre quem deve recolher as podas. Alguém tem essa responsabilidade, mas através dos diferentes entendimentos não está transparente e objetivo sobre a obrigação de retirar as podas .

Não se trata de uma questão menor. Existe impacto na saúde, na mobilidade urbana, na limpeza pública. As podas de árvores acumuladas sujam e bloqueiam calçadas e ruas, entopem bueiros, prejudicam motoristas e pedestres, poluem visualmente, atraem animais indesejados, entre outras questões.

Cabe ao morador seguir cobrando, fiscalizando e denunciando.

Se as podas de galhos e árvores são, muitas vezes, importantes para medidas de segurança e proteção – e isso não se discute -, o recolhimento precisa ser mais ágil e eficiente.

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