Projeto criado por hamburguense para revitalizar Calçadão completa 20 anos engavetado

Atalíbio Foscarini (PMDB), José Airton dos Santos, (PDT), Jair Foscarini (PMDB), Tarcísio Zimmermann (PT), Luis Lauermann (PT)… São 20 anos de governos e um projeto de revitalização do Calçadão da antiga Rua General Netto – ou Calçadão do Oswaldo Cruz – completa duas décadas de esquecimento, devendo estar repousando no fundo de alguma gaveta de um CC ou servidor concursado, acumulando pó e esperando apoio para virar realidade.

Há 20 anos, o hamburguense Rudimar João Serves, 57 anos, já estava preocupado com o Calçadão, criado na década de 1980 no primeiro mandato do ex-prefeito Atalíbio Foscarini. Em 1995 havia alguma inquietação com a situação do espaço e a necessidade de buscar soluções para valorizar o espaço, deixando a área mais ordenada, atraente, segura. O ativista cultural buscou inspirações e apresentou quiosques que poderiam, de forma padronizada, trazer um aspecto diferenciado e harmonizado com a arquitetura que ainda predomina no corredor de pedestres que liga a Rua Bento Gonçalves e a Avenida Pedro Adams Filho. O projeto contempla cinco ou seis quiosques no eixo do Calçadão, com telhado de policarbonato, lonas laterais para dias de chuva ou vento forte, além da estrutura interna de mesas e cadeiras. Contudo, nada foi feito.

Em 2011, Serves criou um blog para promover a necessidade de recuperar o Calçadão, que está cada vez mais decaído conforme reportagem publicada ontem no blog: http://calcadaonh.blogspot.com.br. “Desde cedo frequentava o Café Avenida e o Luna Bar, no Calçadão. Vivia nas mesas do Café Avenida, onde adquiri gosto pela pauta política e cultural”, destaca. Serves esteve perto de tirar o projeto do papel, quando atuou como diretor da Secretaria da Cultura no governo de Jair Foscarini. Mas faltou apoio político dentro do próprio governo e, como Foscarini não foi reeleito, todo esforço foi ignorado pelo governo seguinte.

Nesta caminhada de duas décadas, Serves esteve duas vezes na Câmara de Vereadores apresentando detalhes do projeto. Foi bastante elogiado, recebeu nota 10… e ficou nisso. Só confetes. “Eu nunca cobrei nada, nunca quis impor minha ideia de maneira incisiva, aceito

qualquer tipo de apoio por parte da engenharia da Prefeitura, mas nada aconteceu”, desabafa. “A cidade merece um lugar aprazível para passear, tomar um lanche, ter um lugar para levar seus filhos, que hoje carregam seus smartphones e tablets juntos e querem conexão perfeita. Ali dá para fazer tudo isso: é fácil, rápido e barato!”, garante.

São 20 anos de espera. O Calçadão está cada vez mais abandonado. Tem um projeto pronto para ser executado ou que serve de inspiração para um investimento no coração da cidade. O Rudimar está à disposição para ser chamado. Para saber como está a atual situação do Calçadão, confira reportagem publicada ontem no blog: http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=881.

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