Atendendo a uma solicitação das entidades representativas do comércio, e agindo de acordo com o Decreto 244/77, que determina o perímetro onde é proibida a venda de mercadorias por parte de ambulantes, a Prefeitura de Novo Hamburgo realizou na tarde desta terça-feira, 02, uma nova fiscalização no entorno do Bourbon Shopping, na área central da cidade. A ação transcorreu sem problemas, sendo apreendidas cinco sacolas de mercadorias variadas. Esta foi a terceira iniciativa deste tipo promovida por parte da Secretaria de Desenvolvimento Econômico nas últimas semanas e novas ações deverão acontecer no local caso haja necessidade.
Para quem tem comércio na região é um alívio, embora a situação não se resolva por completo. “Alguns são bem desaforados. Tem quem defenda os ambulantes, mas eu pergunto: alguém desses está preocupando com minhas dívidas e aluguel que pago?”, destaca Raquel Terezinha Fuhr Guimarães. Ela tem um pequeno comércio junto à Estação Novo Hamburgo da Trensurb e destaca que perde vendas para os vendedores de rua. “A concorrência é desleal. A solução seria acionar a Receita Federal, como os fiscais fazem nas lojas. Chegam com sacolas grandes e vão levando tudo que não tem procedência. Se a Receita fizer isso no Centro seria o ideal”, sugere. “Pago aluguel, tenho minhas obrigações, contribuo com impostos e não acho certo ser prejudicada dessa forma”, destaca. O quarteirão do Bourbon Shopping é o mais afetado, em especial o passeio público das ruas 5 de Abril, Joaquim Nabuco e Nações Unidas.
SINDILOJAS E CDL-NH
O presidente do Sindilojas de Novo Hamburgo, Remi Scheffler, destacou a importância da fiscalização que, no seu entendimento, contempla não só as reivindicações das entidades patronais, mas também as necessidades dos lojistas, que geram empregos formais. “Estamos ao lado da prefeitura, pois esta é uma ação que beneficia toda a comunidade”, assinalou Scheffler.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo, Gilberto Kasper, tem uma avaliação semelhante para este problema, que começou a se intensificar, segundo ele, a partir do segundo semestre do ano passado. “As ações coordenadas pelo poder público já estão surtindo efeito e isto é positivo para toda a sociedade. Temos que proteger a geração de empregos formais e a própria arrecadação de impostos. A prefeitura está cumprindo a lei”, acentuou Kasper. Para ele, também é importante ponderar que as ações tiveram, num primeiro momento, um caráter educativo e de orientação.
