“Se o propósito é não ter aglomeração, por que feiras de rua podem funcionar? Se ele precisam tirar seu sustento os pequenos comerciantes, o micro empresário também precisa.”
“Concordo… Movimento como se nada estivesse acontecendo…mas nós comerciantes temos que estar fechados… Isso não é justo!!”
“Zero controle. Mercados têm controle de acesso, feira livre é um descalabro.”
Essas mensagens foram publicadas em rede social a respeito da realização da Feira do Produtor em Novo Hamburgo. Junto com um dos comentários foi publicada a realização da Feira do Produtor na rua Lima e Silva e o movimento dos clientes.
A reportagem do Portal Martin Behrend recebeu outras manifestações questionando pontos relacionados à realização da feira:
– Aglomeração de pessoas | Público mais idoso circulando | Falta de controle – medir temperatura, passar álcool em gel, como ocorre nos mercados | Incentivo para pessoas circularem pelas ruas
Ao mesmo tempo, alguns leitores relatam desequilíbrio nas decisões. Enquanto comércios, muitos com rigoroso controle sanitário, precisam estar fechados, na feira de rua a circulação está liberada.
PREFEITURA
Procurada pela reportagem, a Prefeitura enviou o seguinte esclarecimento:
“A Feira do
Produtor, tradicional em nossa cidade, movimenta a economia do
município, gerando renda para várias famílias ligadas à
agricultura e os seus derivados. Nesta difícil época de pandemia do
coronavírus, a Diretoria de Fomento ao Desenvolvimento Rural vem
conversando com os feirantes, aconselhando para tomar os cuidados
necessários de prevenção.
Medidas já foram tomadas junto aos
feirantes como o uso de máscaras, álcool em gel em todas as bancas,
inclusive para os clientes e o manuseio do dinheiro, sendo apenas
realizado por um integrante, em cada banca. Cartazes estão sendo
afixados em todas as bancas, com a informação para o público, do
uso obrigatório de máscaras.
Vale ressaltar
que estamos falando de alimentação, algo extremamente necessário
para o ser humano. Dependemos também do bom senso de todos, para
mantermos o serviço, sem prejudicar a saúde de nossa população. A
Diretoria poderá repensar algumas outras medidas, estando sempre
aberto ao diálogo.”
