Cerca de 300 manifestantes se reuniram, ontem à noite, na Praça do Imigrante, para defender a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Aos gritos de “Não Vai ter Golpe” e “Vai ter Luta”, o grupo atacou a imprensa, a elite brasileira e partidos de oposição considerados golpistas. Na visão dos organizadores, cerca de 500 pessoas participaram da pacifica manifestação em Novo Hamburgo.
Entre os presentes, a maioria era de
políticos de Novo Hamburgo e região, sindicalistas da CUT, CCs e assessores de siglas como PT e PCdoB. Também marcaram presença líderes da
União dos Estudantes de Novo Hamburgo (UENH), do Diretório Central de Estudantes (DCE)
da Feevale e da União das Associações Comunitárias (UAC).
As principais lideranças do PDT hamburguense não compareceram.
O chamamento não foi pequeno: milhares foram convidados pelas redes sociais e houve até panfletagem de secretários municipais e CCs nas paradas de ônibus do Centro. No final da tarde, uma militante em cima do carro de som convocava os trabalhadores que estavam no Paradão da Avenida 1º de Março para aderir ao movimento. Praticamente ninguém se mexeu. O protesto também confirmou aproximação do prefeito Luis Lauermann (PT) e do ex-prefeito e deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT), que conversaram animadamente e trocaram ideias com um dos divulgadores da manifestação, o escritor e advogado Henrique Schneider.
Acompanhei por cerca de 40 minutos a movimentação e fiquei com a seguinte imagem: o PT está tão desgastado que não consegue mais mobilizar os trabalhadores. Há uma inegável rejeição com a sigla. E, claro, muita gente descontente com o governo federal e o mar de denúncias de corrupção. Em 2013,
Lauermann foi eleito com mais de 70 mil votos. Ontem, cerca de 300 pessoas estiveram na praça – incluindo lideranças de outros municípios. A sigla teve enfraquecida sua capacidade de mobilizar as pessoas. A comparação com os protestos de 13 de março é inquietante: foram cerca de 35 mil pessoas protestando contra o governo federal em Novo Hamburgo. 35.000 x 300. É gritante a diferença.
Em outubro deste ano, a oposição só perde a eleição municipal se for tão incompetente quanto a atual administração. Paulo Ritzel (PMDB), Leonardo Hoff (PP) e, quem sabe, Lucas Redecker (PSDB) ou Issur Koch (sem partido), são os nomes que despontam com mais força como pré-candidatos. Ninguém sabe ao certo sobre projetos, nomes das chapas e planos de governo. Mas não há dúvidas: a rejeição ao PT e ao governo Lauermann coloca a oposição numa situação de vantagem. Se terá competência e qualidade suficiente para emplacar junto aos hamburguenses, só as urnas dirão.

























