Por que a Prefeitura omite que as câmeras do presídio são fruto da mobilização do #PAZNovoHamburgo?

As nove câmeras recém instaladas junto ao Instituto Penal de Novo Hamburgo estão mostrando serviço e confirmando o acerto na instalação dos equipamentos. Só que na ânsia de se vender à comunidade hamburguense, a Prefeitura divulga suas notícias omitindo uma situação fundamental: as câmeras só estão ali em função da mobilização do grupo #PAZNovoHamburgo.

Mais verdadeiro do que isso, cabe relembrar que o PAZ foi criado no ano passado após o assassinato do empresário Gabriel Rodrigues, 32 anos, atacado exatamente por um detento do sistema semiaberto – no caso, estava foragido de São Leopoldo. Em suma: precisou mais um cidadão hamburguense morrer por um fugitivo do semiaberto, para que fosse criado um grupo articulado capaz de mobilizar diversas forças do município – entre elas, a Prefeitura – para, finalmente, termos um presídio melhor vigiado.

Contudo, ao acompanhar a notícia enviada pela Prefeitura, não há menção ao #PAZ. Nada. Zero. Null. Leiam o que consta no material:

"O sistema de monitoramento no entorno da casa prisional foi implantado no mês de março pela Prefeitura em conjunto com a comunidade, com o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M), Brigada Militar e direção do presídio. O sistema de vigilância eletrônica é composto por nove câmeras (oito fixas e uma móvel). Para as melhorias a Prefeitura investiu R$ 200.000,00."

Mais um detalhe: tem um dado errado nesta informação. O Executivo

não investiu sozinho R$ 200 mil. Isso porque R$ 80 mil foram devolvidos pelo Legislativo para este investimento. Os vereadores decidiram retornar aos cofres públicos com este recurso – destinado no orçamento à Câmara – para que fosse usado na compra das câmeras. Mas, então, qual a dificuldade e o drama da Prefeitura simplesmente citar o #PAZNovoHamburgo como o articulador deste investimento?

É que o #PAZ “atropelou” os conceitos de administração do PT e de uma de suas maiores bandeiras: o Orçamento Participativo (OP). Demandas da comunidade precisam passar pelas assembleias do OP. A administração precisa controlar quem vai em assembleias, os delegados, os fiscais, as audiências, as apurações, as plenárias e as negociações do OP. A comunidade precisa estar perfilada para mendigar os próprios recursos – sim, porque o dinheiro não é do prefeito Luis Lauermann nem da sua equipe, mas é do povo de Novo Hamburgo; e, além disso, os recursos do OP ficam em cerca de apenas 5% da receita. A mobilização do #PAZNovoHamburgo – que precisa ter seus ajustes –, formado por 41 entidades, clubes, escolas e empresas, desestruturou o sistema. Este grupo viabilizou um baita investimento sem precisar passar pelo conclave do OP.

Ao fim e ao cabo, as câmeras são de quem? São dos cidadãos de Novo Hamburgo, que estão clamando por mais segurança e que percebem nas nove câmeras junto ao presídio um fio de esperança. Os presos estão ficando presos. As fugas estão sendo controladas. E todos saem ganhando: Prefeitura, #PAZNovoHamburgo e o restante da comunidade.

Sair da versão mobile