A manhã foi de intensa movimentação em um prédio localizado
na avenida Maurício Cardoso, em Novo Hamburgo. Uma operação da Delegacia do
Consumidor (Decon) ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic)
foi realizada por volta das 8 horas, resultando na prisão preventiva da
proprietária de clínica de vacinação em Novo Hamburgo. A informação foi reforçada com divulgação no Twitter da Polícia Civil.
Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu por crimes contra
as relações de consumo e contra a saúde pública, resultando na interdição do
estabelecimento. A Vigilância Sanitária, ligada à Prefeitura de Novo Hamburgo, esteve no
estabelecimento, que foi lacrado.
Conforme as investigações iniciais, estão sendo apuradas a
não aplicação de vacinas contra febre amarela e meningite – os recipientes
estariam vazios –, e também o reaproveitamento de materiais, como agulhas. As
denúncias teriam sido repassadas diretamente à Polícia Civil.
A reportagem do Portal Martin Behrend tentou contato com a
proprietária ou com algum colaborador da clínica de vacinas, mas não foi
possível obter retorno. Foi feito contato por telefone e e-mail. O Portal seguirá buscando um contato a fim de
oportunizar um esclarecimento do estabelecimento.
Em relação ao nome da clínica, o Portal Martin Behrend não
identifica por se tratar ainda de uma fase inicial de investigação e pela
prisão ter sido realizada em caráter preventivo. O Portal também conversou com um clínico, que
recomendou prudência por não se ter claro ainda o que ocorreu.
O médico procurado destacou que as pessoas que foram
vacinadas no local ou que suspeitam do local em questão – que, reiteramos, não
tem o seu nome revelado em razão das investigações preliminares – devem estar
atentos a qualquer alteração no organismo e procurar seu médico ou algum posto
de saúde. Ele disse que também é prematuro falar em risco de contaminação,
embora existam suspeitas de reaproveitamento na utilização do material.
