Peças do sistema de climatização são roubadas e agência do Banco do Brasil vira uma sauna

Mesmo com bilhões e bilhões de reais circulando por suas
contas, o Banco do Brasil não consegue resolver um minúsculo problema de
climatização que vem incomodando dezenas de clientes e funcionários que
circulam numa agência localizada na Avenida Nações Unidas, em Novo Hamburgo. Com
esse calor fora de época, o prédio está virando numa sauna.

O tormento e o desconforto tiveram início há algumas
semanas, quando peças do sistema de climatização foram levadas por criminosos.
Embora os equipamentos estejam em local seguro, os condensadores ficaram ao
alcance de oportunistas na parte dos fundos do prédio. O pequeno drama
vivenciado diariamente, deste então, tem relação com o banco ser público e
precisar obedecer a uma série de regras, como licitação, tomada de preços e,
até mesmo, aguardar a defesa de eventuais empresas que se sintam prejudicadas no
processo.

O Banco do Brasil não pode ir numa loja, comprar um aparelho
novo, pagar pela instalação e resolver o problema. Enquanto toda essa
burocracia transcorre em gabinetes e escritórios – certamente equipados com
ar-condicionado –, a situação só piora nesta agência hamburguense. Tem
funcionário trabalhando com ventilador ao lado da mesa.

A assessoria de imprensa do Banco do Brasil informou que foi
notificada da situação e a solicitação de novos equipamentos já foi
encaminhada. Só que tem um detalhe: além dos equipamentos, será necessário
investir em mais segurança para que novos roubos não sejam consumados. Grades e
outros equipamentos deverão ser instalados. Com isso, a previsão é que em
meados de maio o sistema de climatização volte a funcionar.
Até lá, a sugestão
é levar, leque, toalha para enxugar o suor ou, até mesmo, ventilador portátil.
Estive lá e comprovei: em menos de cinco minutos, comecei a suar.

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