União de esforços para o enfrentamento da violência e da criminalidade. Essa foi a tônica do encontro promovido pelo
#PAZNovoHamburgo na manhã de hoje, na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo.
A primeira boa notícia do café da manhã foi a presença de praticamente todos os representantes das forças de segurança: Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana, Guarda Municipal, Brigada Militar, Polícia Civil e Superintendência dos Serviços Penitenciários – responsável pelo Instituto Penal ou presídio de Novo Hamburgo. O prefeito Luis Lauermann (PT) também prestigiou a agenda e o anfitrião foi o gestor ginasticano, Marcos Bock.“Estamos aqui mostrando que juntos é possível fazer algo diferente. A sociedade reclamava, mas também não fazia a sua parte. Hoje temos uma mobilização com 43 entidades e estamos estendendo as mãos para os agentes de segurança, dizendo que estamos prontos para ajudar no que for preciso”, destacou a coordenadora do #PAZNovoHamburgo, Andrea Schneider Beckenkamp, acrescentando que o grupo terá nova adesão em breve, chegando a 44 organizações que apóiam o #PAZ.
O encontro também foi um momento de prestação de contas. O #PAZNovoHamburgo completou um ano em 20 de junho – ele foi criado após o covarde assassinato do empresário Gabriel Rodrigues por um foragido do regime semiaberto. Além disso, no mês passado o movimento esteve em Brasília articulando pautas no Senado e na Câmara dos Deputados. “Ouvimos de parlamentares que esse modelo de trabalho deveria ser exemplo para outros municípios. A comunidade hamburguense pode se orgulhar do que vem sendo feito”, frisou Andrea.
O encontro na Sociedade Ginástica teve diversos oradores. Cada um apresentou dados e fez um balanço da sua área de atuação. Falaram: pela Susepe/Instituto Penal, César Corrales; pela Polícia Civil, o delegado regional Rosalino Seara e os delegados Enizaldo Plentz, Alexandre Quintão, Moacir Firmino, Tarcísio Kaltbach e Raquel Machado; pela Brigada Militar, o comandante do CRPO/VRS, tenente-coronel Haroldo Knebel, e o comandante do 3º BPM de Novo Hamburgo, major Adriano Zanini; e pela Prefeitura – Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana e Guarda Municipal –, o prefeito Luis Lauermann.
Abaixo listo alguns dos números e fatos destacados no encontro. A maior parte deles leva em conta estatísticas
do primeiro semestre de 2014 na comparação com primeiro semestre de 2015:
– Na próxima semana
já serão 44 entidades apoiando o #PAZNovoHamburgo
– Das sete áreas principais de crimes ou fatos criminais em Novo Hamburgo, em seis houve redução de índices, inclusive alcançando as metas de redução em 5% ou mais previstas
pelo Governo do Estado.
– O único tipo de crime que ainda não alcançou a meta é o roubo a pedestres – seja por criminosos a pé, de bicicleta ou moto.
– Em algumas regiões do município, a redução nos roubos e furtos de veículos alcança 30%.
– Após a instalação das noves câmeras de segurança (são quatro meses) no presídio, foram apenas três fugas. A média eram 35 fugas por mês, logo, em quatro meses sem câmeras teriam sido mais 140 fugas – e foram só três. Da mesma forma, número de ocorrências com objetos sendo jogados para dentro do presídio caiu drasticamente, sendo que quatro pessoas foram flagradas e encaminhadas à Polícia Civil
– Número de servidores trabalhando no presídio saltou de 14 para 29.
– 3º BPM precisava de R$ 85 mil para revisar e colocar em circulação todas as
viaturas disponíveis. Governo do Estado liberou apenas R$ 15 mil.
– 3º BPM perdeu, de 2014 para 2015, 58 policiais. Isso significa, por exemplo, seis viaturas a menos rodando por 24 horas em Novo Hamburgo.
– Taxa de crimes resolvidos pela Delegacia de Homicídios está perto de 80% – índice de primeiro mundo.
– Sede da 3ª DP e quartel do 3º BPM com sérios problemas estruturais, inclusive alagando quando chove mais forte.
– A 1ª DP perdeu um servidor, contudo, conseguiu aumentar a produtividade no trabalho realizado. Na 1ª DP, o número de ocorrências registradas saltou de 3.600 para 5.600, e mesmo com um servidor a menos, se manteve o atendimento.
– A 1ª DP saltou de 13 para 20 operações especiais realizadas.
– Na Delegacia da Mulher, o número de prisões realizadas saltou de 13 para 21.
– Guarda Municipal reposicionou um maior número de servidores da parte administrativa para operações externas, como blitze.
– Guarda Municipal aperfeiçoando sua atuação a partir do videomonitoramento.

























