Operação Antracnose em Novo Hamburgo e região: milhões de reais, cocaína, imóveis, carros de luxo e cavalos foram alvo da PF

A primeira notícia desta quinta-feira (5) do Portal Martin Behrend foi: “Operação da Polícia Federal movimenta a quinta-feira em Novo Hamburgo”.

Foi realizada uma grande operação de combate à organização criminosa ligada ao narcotráfico em Novo Hamburgo e também municípios vizinhos, como Estância Velha, Campo Bom e Portão. Foi batizada de Operação Antracnose.

Ao longo do dia, a Polícia Federal (PF) revelou mais detalhes e números ligados a uma facção criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 140 milhões em um ano. A organização criminosa está estabelecida no Vale do Sinos.

Confira uma relação de informações levantadas pelo Portal Martin Behrend.

– A Operação Antracnose foi realizada pela Polícia Federal. Nesta quinta-feira, a Brigada Militar deu suporte às ações, que tiveram a participação de helicóptero no reforço operacional.

– No cumprimento dos mandados de busca da Operação Antracnose deflagrada hoje, a Polícia Federal apreendeu 181kg de cocaína, 56 veículos, R$ 160 mil, mais de 200 animais em um haras, joias, relógios, documentos e celulares.


– Foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão: 21 em Novo Hamburgo, 5 em Campo Bom, 4 em Estância Velha, 4 em Portão, 1 em São Sebastião do Caí, 1 em Nova Hartz, 1 em Tramandaí, 1 em Tapes, 1 em São Miguel do Iguaçu (PR) e 1 em Medianeira (PR).


– Foram expedidos 35 mandados de prisão preventiva. Foi determinado o sequestro de 92 veículos, 18 imóveis e uma fazenda de 140 hectares no interior gaúcho.

– No link a seguir da rede social Twitter é possível conferir a localização de drogas escondidas: https://twitter.com/i/status/1324462692170665984 .

– Em seis meses de investigação foi identificada a movimentação de quatro toneladas de cocaína do Paraguai para o Rio Grande do Sul, em carregamentos semanais que variavam de 100 a 400 quilos.

– Em seis meses, a quadrilha movimentou cerca de R$ 70 milhões. Como mantinha um padrão, a projeção é que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 140 milhões em 12 meses.

– Foi determinado o bloqueio de contas bancárias de mais de 100 pessoas – físicas e jurídicas.

– Em seis meses, foram trazidas quatro toneladas de cocaína pura para consumo no Rio Grande do Sul – não tinha como destino o exterior.

– A Polícia Federal afirmou que é a maior facção criminosa que atua no Rio Grande do Sul em razão dos volumes de drogas e valores movimentados.

– A lavagem de dinheiro envolveu cerca de 30 empresas, incluindo empresas fantasmas, mercados, revendas de veículos, empresas de calçados, locadoras de veículos, entre outros.

– A quadrilha tinha posse de poderoso armamento de guerra trazido do Paraguai. Foram apreendidos seis fuzis, duas espingardas e 19 pistolas durante a investigação. A organização ainda tem a posse de 20 fuzis semiautomáticos.

– 200 policiais federais foram escalados para cumprir os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e no Paraná.

– A Polícia Federal seguiu uma diretriz de descapitalizar as facções e prender as lideranças dos grupos criminosos, atacando a lavagem de dinheiro. No passado, a PF apreendia muitas drogas, os traficantes eram presos, mas seus patrimônios ficavam intocados.

– Brigada Militar, Receita Federal, Polícia Civil, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Susepe e governo do Paraguai foram parceiros da investigação, sempre com repasse de informações e atuações dentro da legalidade.

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