Onda de assaltos e furtos assusta moradores vizinhos à praça no bairro Rio Branco

Grades. Trancas. Cerca comum. Cerca eletrônica. Cão de guarda. Sensor de movimento. Segurança particular. Câmeras. Alarme. Nada disso tem freado onda de assaltos e furtos em imóveis junto à Praça Alberto Albano Kern, no bairro Rio Branco. O fato dos alvos dos criminosos estarem perto dos colégios Pio XII e 25 de Julho também não inibe. Os relatos não incluem violência pessoal, mas os prejuízos já superam os milhares de reais. Sem falar no medo e a insônia pela constante ameaça de encontrar um bandido dentro de casa.

“Meu próximo passo será gastar com arame farpado e colocar sistema com câmeras de vigilância”, conta a proprietária de uma imobiliária. Nos últimos dez dias ela teve o jardim e peças da residência invadidos

pelo menos

em três oportunidades. Já levaram uma centrífuga, roupas, calçados e trouxeram prejuízos materiais ao prédio. “Eles são tão ousados, que dá tempo de fumar enquanto roubam as coisas”, conta uma desolada hamburguense, mostrando os restos de cigarros pelos pátio. “Não consigo dormir direito. Acordo assustada, pensando que pode ter alguém em casa”, completa. Ela relata que não registrou Boletim de Ocorrência (BO) pela falta de tempo e por saber que a Brigada Militar está com efetivo reduzido.

Em um restaurante próximo à

Praça Alberto Albano Kern, os prejuízos foram maiores. Mesmo tendo segurança particular e câmeras de segurança, os criminosos quebraram vidros – valor individual de R$ 540,00 – e levaram duas TVs de plasma. “No passado, registrei ocorrências. Mas nada mudou. Hoje, não registro mais. Precisamos da presença maior da Brigada Militar patrulhando nossas ruas. Se cada vez que for assaltado vou

registrar, não trabalho mais”, destaca o proprietário do estabelecimento, estimando que no último mês os prejuízos superaram os R$ 5 mil. “Instalei um sensor de movimento para ver se prevenimos outros roubos e prejuízos”, informa.

A Praça Alberto Albano Kern tem um Playground, mas o local é conhecido pelos vizinhos – pelo jeito, só as autoridades não sabem – como endereço para consumo de drogas e ponto de prostitutas e travestis. Ontem, às 15 horas, três jovens fumavam um baita cigarro de maconha, com o cheiro sendo percebido a dezenas de metros de distância. Aliás, os guris estavam consumindo drogas bem tranquilos numa praça pública do município. Onde tem drogas, se sabe, tem crime.

Em relação à prostituição, os vizinhos da praça destacam que a presença deles intimida ação dos marginais. “Não podemos nos queixar, eles acabam gerando movimento e isso ajuda a espantar”, conta a empresária. Contudo, quando prostitutas e travestis saem para atendimento, a região fica deserta e se torna atraente para ação dos marginas. “Estamos gastando milhares de reais para tentar nos proteger. Não sabemos mais o que fazer, só queremos sossego”, finaliza.

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