Seria uma segunda-feira (26) tranquila para Jorge Pedro Didoliche Ortiz.
Morador do Centro de Novo Hamburgo, ele tinha se organizado para, na parte da manhã, passar no banco e fazer umas compras em um mercado do bairro Guarani. Estava junto com a esposa, a filha e a sogra.
Após deixarem o Banrisul, foram se encaminhando para o mercado. Cruzaram a Praça 20 de Setembro e seguiram avançando numa caminhada sem sobressaltos. Quando estavam se aproximando da Rua Júlio de Castilhos, um objeto jogado no asfalto chamou a atenção da família. Era um malote solto.
Desconfiados, se aproximaram. A esposa passou o pé de leve. Parecia vazio. Foi, então, que Ortiz se agachou para verificar se tinha algo no interior.
Veio a surpresa: repousava no interior do malote um cheque de mais de R$ 16 mil – o valor exato é R$ 16.385,99. Foi um susto ter todo aquele valor ali no chão, esquecido no Centro de Novo Hamburgo.
A primeira reação foi entregar para a Guarda Municipal. Contudo, Ortiz imediatamente lembrou que o malote estava no estacionamento de motos da Rua Júlio de Castilhos, a poucos metros do Tabelionato Fischer. Ele logo imaginou que alguém esteve no tabelionato e, por descuido, deixou o malote escorregar e cair.
De posse do objeto, ele ingressou no Tabelionato Fischer, foi prontamente atendido e contou o acontecido para as funcionárias. A equipe fez o atendimento e recebeu o material a ser entregue ao responsável. “Eles agradeceram pela atitude e fomos adiante para fazer nossas compras. Não me custou nada atravessar a rua e repassar o material para equipe do tabelionato.”, destacou Jorge Ortiz.
A reportagem conversou sobre o caso com o tabelião titular do Tabelionato Fischer, José Flávio Bueno Fischer. Ele elogiou a postura de Ortiz, que teve a preocupação em devolver o objeto. “Esses pequenos gestos fazem a diferença. Somos gratos por ele ter nos procurado e entregue o material”, salientou Fischer, que é o atual presidente do Colégio Notarial do Brasil – Rio Grande do Sul e já presidiu nacionalmente o Colégio Notarial do Brasil.
Jorge Ortiz fez o certo. E o certo, o óbvio, também pode ser noticiado e compartilhado. A sociedade é formada por pessoas boas e ruins. É preciso registrar que as boas ações estão ao nosso redor, fazendo parte das nossas vidas.
